Temas

Arquivado em: Actividade R&L, Lei da Liberdade Religiosa, R&L/Comentários.

  1. A Associação República e Laicidade regista como novidade positiva que no terceiro colóquio da Comissão de Liberdade Religiosa («Os contributos das religiões para a paz», Lisboa, 23-24 de Junho), tenha sido convidado a falar alguém que defendeu a laicidade do Estado. Apesar de ser este o regime vigente em Portugal, os colóquios anteriores tinham ignorado sistematicamente o laicismo.
  2. A Associação República e Laicidade, tendo em conta que nesse colóquio foi recomendada, por várias individualidades e pelo próprio presidente da Comissão, a criação de uma disciplina específica (presumivelmente obrigatória) de «História Comparada das Religiões», vem recordar que:
  • a) A religião enquanto fenómeno social e cultural já é abordada nos programas actuais de História, Filosofia e Língua Portuguesa, não havendo portanto necessidade de uma disciplina específica sobre essa matéria;
  • b) O tempo lectivo é finito, já existe uma disciplina de Educação Moral e Religiosa para quem a quer frequentar, e, sendo a pior ignorância que afecta os alunos portugueses, sem dúvida, a ignorância científica e tecnológica, não se pode retirar tempo lectivo a essas áreas do conhecimento sem comprometer seriamente o futuro profissional dos jovens portugueses num mundo competitivo;
  • c) A disciplina anunciada, se tiver carácter obrigatório, será
    inconstitucional, pois atingirá o direito individual dos alunos a não receber propaganda religiosa, e o direito dos pais a educar os filhos segundo as suas convicções em matéria religiosa.

Ricardo Alves (Secretário da Direcção)

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25 de Abril - 34 anos

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Conferência «Do 28 de Janeiro ao 5 de Outubro»

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Disponibiliza-se o texto da conferência de Francisco Carromeu na Biblioteca Museu República e Resistência, no dia 29 de Janeiro:

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«Do 28 de Janeiro ao 5 de Outubro», conferência no dia 29 de Janeiro

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CONFERÊNCIA

«DO 28 de JANEIRO AO 5 DE OUTUBRO»,

por

FRANCISCO CARROMEU,


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na

Biblioteca Museu República e Resistência (Espaço Cidade Universitária, em Lisboa), no dia 29 de Janeiro às 18 horas e 30 minutos, organizada pela ASSOCIAÇÃO REPÚBLICA E LAICIDADE.

RESUMO

Esta conferência assinala o primeiro centenário do movimento republicano de 28 de Janeiro de 1908, lembrando o pulsar político e social de um país então à procura de quadro institucional coerente. Atravessa o período da repressão do 28 de Janeiro e do regicídio que se lhe seguiu no quadro da ditadura de João Franco, entre outros momentos decisivos do final da monarquia.

NOTA BIOGRÁFICA

Francisco Carromeu é professor, licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, autor de um muito completo «Dicionário da Carbonária» (no prelo), e doutorando da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

A Biblioteca Museu República e Resistência fica na Rua Alberto Sousa, 10 A, Zona B do Rego, em Lisboa. Mapa com a localização da Biblioteca Museu República e Resistência

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Quando a República apoia os que a querem destruir

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Excelentíssimo Senhor Chefe do Estado-Maior do Exército,

Senhor General José Luís Pinto Ramalho,

Rua Museu de Artilharia

1149-065 Lisboa


Excelentíssimo Senhor Ministro da Defesa Nacional,

Senhor Professor Doutor Nuno Severiano Teixeira,

Ministério da Defesa Nacional

Avenida Ilha da Madeira, 1

1400-204 Lisboa


  1. A Associação República e Laicidade tomou conhecimento de que está anunciada a participação do Regimento de Lanceiros, no dia 1 de Fevereiro de 2008, numa manifestação política de cariz monárquico, na Praça do Comércio (Lisboa), estando também anunciada a participação, na mesma manifestação monárquica, da Fanfarra do Exército e do Colégio Militar. No dia 31 de Janeiro de 2008, está igualmente anunciada a participação do Grupo de Música de Câmara da Banda Sinfónica do Exército numa conferência de homenagem ao rei Carlos I, na Universidade Católica, conferência essa que se integra no mesmo conjunto de manifestações monárquicas organizadas por entidades da sociedade civil.

  2. A Associação República e Laicidade vem, pela presente carta, manifestar-lhe a sua mais veemente indignação e repúdio pela participação de estruturas das Forças Armadas da República em manifestações políticas que têm como finalidade última a substituição do regime republicano vigente por uma monarquia. É inadmissível que parte das Forças Armadas, obrigadas que estão a respeitar a Constituição e as instituições republicanas e democráticas, participe em movimentações sectárias que visam destruir a ordem republicana. Pedimos-lhe, portanto, que considere os graves inconvenientes de permitir a participação das Forças Armadas nas referidas manifestações.


Com os meus melhores cumprimentos,

A bem da República,

Ricardo Alves

(Secretário da Direcção da Associação República e Laicidade)


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Segunda carta ao Provedor dos telespectadores da RTP

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Excelentíssimo Senhor
Provedor dos Telespectadores da RTP – Rádio e Televisão de Portugal,

Sr. Professor José Manuel Paquete de Oliveira

27-11-2007

Senhor Provedor dos Telespectadores da RTP,

Na sequência do protesto anteriormente dirigido ao Provedor, e após o programa «A Voz do Cidadão» emitido no dia 24 de Novembro, a Associação República e Laicidade (ARL) dirige-lhe esta carta não para protestar contra a forma como a RTP, em
geral, trata o tema da religião, mas sim para protestar contra a forma como o próprio programa do Provedor tratou o tema e os protestos dos telespectadores.

Em primeiro lugar, é surpreendente que tenham sido entrevistados telespectadores que não tinham qualquer queixa a apresentar contra a forma como a RTP trata o tema da religião, como foi o caso dos telespectadores Manuel Clemente e António Marujo. As intervenções destes dois católicos empenhados constituíram, objectivamente, uma defesa oficiosa da Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR). Sucede que as críticas feitas pela ARL, assim como por outros cidadãos, não se dirigiram à referida instituição, mas sim à RTP. Num regime de separação entre o Estado e as igrejas como o vigente em Portugal, é inadmissível que seja conferido, pela televisão estatal, um «direito de resposta» a uma comunidade religiosa, seja ela qual for,quando
as queixas se dirigiam à RTP. Chamamos ainda a sua atenção para a diferença de tratamento que esta situação constitui quando se considera o precedente do programa do Provedor emitido no dia 13 de Outubro, em que se criticava a cobertura excessiva dada ao futebol, e para o qual não foram convidados representantes da Federação Portuguesa de Futebol nem adeptos da referida modalidade que se queixassem da não transmissão de alguns jogos de futebol. O seu programa, senhor Provedor, deu mais tempo a defensores da ICAR exteriores à RTP do que a genuínos protestos dos telespectadores.

Em segundo lugar, achamos revelador que, tendo sido dada tanta enfase ao argumento do número (presumido) de católicos, não tenha sido transmitido o trecho dos argumentos do representante da ARL respondendo (antecipadamente!) que esse critério não é seguido nem na política (onde não se organizam debates com um número de representantes de cada partido proporcional aos resultados das últimas eleições), nem no futebol. Acrescente-se que os cinco milhões de peregrinos anuais alegados pelo bispo católico Manuel Clemente incluem, obviamente, pessoas que visitam Fátima duas ou mais vezes por ano, e que portanto só com grande desonestidade intelectual se pode daí concluir que teremos cinco milhões de católicos praticantes em Portugal (note-se que a própria ICAR não reclamou, no seu «censo» dominical de 2001, mais do que 1,9 milhões de católicos praticantes).

Em terceiro lugar, continuamos sem saber se considera normal que o programa «A Força do Espírito», emitido na noite de 14 de Outubro, tenha incluído quatro representantes católicos praticantes contra um único não católico, como também não vimos respondida a questão do porquê de jamais ser dada voz àqueles que criticam explicitamente a visão fatimista das «aparições». Será que, apesar de a liberdade de expressão estar consagrada constitucionalmente (ou será justamente por essa razão?), a RTP se auto-atribuiu a missão de proteger a ICAR dos seus críticos?

Em quarto lugar, ficámos sem saber o que pensa o Provedor da atitude dos jornalistas da RTP perante os responsáveis religiosos da ICAR, concretamente ao evitarem, em entrevistas, perguntas difíceis ou incómodas, atitude essa que seria considerada escandalosamente subserviente (e com boa razão), se fosse adoptada perante o Presidente da República ou perante o Primeiro Ministro.

Senhor Provedor, lamentamos ter de concluir que o seu programa confirmou que a RTP pratica uma promoção e defesa sistemáticas da ICAR que desvirtuam a missão de serviço público da RTP, e que envergonham a Constituição da nossa República.

Com os meus cumprimentos,

Ricardo Alves (Secretário da Direcção)

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Carta ao Provedor dos telespectadores da RTP

Arquivado em: Actividade R&L, Laicidade, R&L/Cartas e petições.

Excelentíssimo Senhor
Provedor dos Telespectadores da RTP – Rádio e Televisão de Portugal,

Sr. Professor José Manuel Paquete de Oliveira

7-11-2007

Senhor Provedor dos Telespectadores da RTP,

A Associação República e Laicidade gostaria de levantar duas questões relacionadas com a forma como a televisão pública, e em particular o seu canal 1, acompanhou a inauguração de um novo templo católico em Fátima durante o fim de semana de 13 e 14 de Outubro de 2007.

Em primeiro lugar, parece-nos que a proporção da programação ocupada por programas exclusivamente dedicados à temática do santuário católico de Fátima terá sido extremamente exagerada. Efectivamente, e segundo as informações disponibilizadas pela própria RTP, a programação do canal RTP 1 para o Sábado, dia 13 de Outubro, previa sete horas e quinze minutos, num total de vinte e uma horas e quarenta e cinco minutos de emissão, a dedicar exclusivamente a programas sobre essa temática (portanto, 33% do tempo total de emissão); no Domingo, dia 14 de Outubro de 2007, oito horas e vinte minutos num total de vinte horas e trinta minutos (portanto, 40% do tempo total de emissão). Excluímos destes cálculos o espaço ocupado por este assunto noutros programas, nomeadamente os noticiosos. E notamos que não houve em Fátima, nesse fim de semana, qualquer novidade noticiosa para além da inauguração de um novo templo católico. Entendemos que, portanto, não se justificava esta monopolização da emissão do canal RTP 1, que se transformou objectivamente em proselitismo a favor de um santuário que, mesmo dentro da confissão religiosa em que se insere, está longe de ser pacífico.

Em segundo lugar, entendemos que os programas sobre esta temática foram desequilibrados e parciais, e que silenciaram os pontos de vistas críticos ou meramente discordantes da visão «ortodoxa» dos acontecimentos de Fátima em 1917, e do culto que actualmente tem lugar na Cova da Iria. Gostaríamos de lhe perguntar, em particular, se se pode considerar que um programa como o debate «A Força do Espírito», emitido na noite de Domingo, satisfez a obrigação de pluralismo da RTP quando, entre os cinco convidados, três eram sacerdotes católicos, um quarto era um leigo católico, e apenas um não era católico praticante. A propósito do mesmo programa, gostaríamos de lhe perguntar se considera que a apresentadora cumpriu a sua obrigação de neutralidade em matéria religiosa.

Senhor Provedor, insistimos em recordar que a RTP, uma televisão de serviço público, não pode estar ao serviço de nenhuma confissão religiosa em particular, e que deve também respeitar a diversidade de convicções em matéria religiosa existente na sociedade portuguesa.

Com os nossos melhores cumprimentos,

A bem da República,

Ricardo Alves (Secretário da Direcção)

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Vital Moreira e as capelanias no jornal «Público» [25/09/07]

Arquivado em: Imprensa/Artigos, Laicidade, Lei da Liberdade Religiosa.

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AS CAPELANIAS NA OPINIÃO DE VITAL MOREIRA

Vital Moreira publicou, hoje, no jornal «Público», uma análise interessantíssima da questão das capelanias, análise essa onde vem confirmar a opinião que a associação cívica República e Laicidade tem vindo a defender.

Algumas citações:

“No fundamental, a Igreja Católica mantém os favores que vêm desde o Estado Novo, aliás escandalosamente reforçados por pios governantes já depois de 1976, à margem da Constituição e da própria Concordata. As demais igrejas continuam sem ver garantido o direito à assistência religiosa dos seus crentes. Esta situação não pode continuar.”

“(…) a assistência religiosa incumbe em exclusivo às igrejas e aos seus ministros. Não cabe ao Estado promover nem patrocinar actos religiosos. Nos estabelecimentos públicos, tal como fora deles, o Estado não tem religião. E também não têm religião os agentes e funcionários públicos, nessa qualidade e no exercício de funções. As instituições públicas em causa não gozam de imunidade perante o princípio da separação entre o Estado e as igrejas. (…) No exercício das suas funções, os encarregados da assistência religiosa continuam a ser apenas ministros do culto e não agentes públicos. Devem ser livremente nomeados e credenciados pelas respectivas igrejas. Não cabe ao Estado nomeá-los nem sustentá-los, mas somente reconhecê-los e respeitá-los.”

“A assistência religiosa só é naturalmente devida a quem a solicite explicitamente. É o que resulta da Constituição, da lei e da Concordata. Nem no Estado Novo era diferente.” (…) “É inaceitável que um ministro de uma religião entre numa enfermaria e se dirija aos pacientes como se todos fossem crentes”.

ver: Texto de Vital Moreira | doc/R&L (pdf)

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Comemoração dos 97 anos do estabelecimento da República

Arquivado em: Anúncios, R&L/Comunicados, República.

5 de Outubro de 1910

5 de Outubro de 2007

CONVITE

a

COMISSÃO PERMANENTE dos CENTROS ESCOLARES REPUBLICANOS

convida os portugueses a comemorar mais um aniversário da Revolução de 5 de Outubro com o seguinte programa:

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Dia 4 de Outubro

21:00 h

Sarau de abertura das comemorações no Teatro Villaret (Lisboa).

Dia 5 de Outubro

10:00 h

Concentração junto à estátua de António José de Almeida (Lisboa) para depositar uma coroa de flores em gesto de homenagem ao grande tribuno e fundador da Primeira República.

Concerto pela Banda da Armada no Jardim da Parada (Jardim Maria da Fonte), em Campo de Ourique (Lisboa). 

10:30 h

Romagem ao Cemitério do Alto de S. João (Lisboa) para recordar e homenagear os revolucionários e os políticos da Primeira República.

11:00 h

Sessão Oficial no salão nobre da Câmara Municipal de Lisboa (Praça do Município).

13:30 h

Almoço de Confraternização na Escola de Saúde Militar (Campo de Ourique, Lisboa), antigo Quartel de Sapadores de Caminho de Ferro / Infantaria 16.

[preço: 10,00 € / pessoa]

16:30 h

Concerto pela Orquestra Ligeira do Exército no Jardim da Parada (Jardim Maria da Fonte), em Campo de Ourique (Lisboa).

Inscrições até ao dia 1 de Outubro, o mais tardar,

  • para o telefone : 218867603 e/ ou
  • para o e mail: mhelenacorrea@sapo.pt

acesso a: Carta da Comissão Permanente dos Centros Republicanos (pdf)

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se não fossemos um país laico… (2)

Arquivado em: Imprensa/Citações, Protocolo de Estado.

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No «Jornal Torrejano», José Ricardo Costa publicou um  lúcido comentário “O Milagre” ao gesto beato de José Sócrates na cerimónia de inauguração do Centro Escolar de S. Martinho de Mouros, em Resende.

Entre outras considerações, o articulista refere que “isto é muito mais do que propaganda ou simples bênção de uma qualquer EB2,3, perdida algures, no Portugal profundo. É o catolicismo tridentino no seu esplendor aplicado à educação”… e constata ainda que em Portugal, é a fé, o crer, que nos salva, e não a filosofia, a matemática, a física ou a história”…

acesso a: doc/R&L (pdf)

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