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Aniversário da República Espanhola

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Para recordar a República Espanhola proclamada a 14 de Abril de 1931.


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Ainda o Papa e «La Sapienza»…

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GALILEU, RATZINGER E «LA SAPIENZA»

No «Diário Económico», João Almeida Santos vem esclarecer-nos um pouco mais sobre o conflito que opôs o Papa Ratzinger e alguns sectores da Universidade «La Sapienza».

ver: Diário Económico | doc/R&L (pdf)

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Os laicistas respondem a Sarkozy

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O presidente da República francesa, Nicolas Sarkozy, discursou no dia 20 de Dezembro de 2007 em Latrão. O seu discurso provocou um aceso debate sobre a laicidade em França.

Incluímos aqui alguns dos principais documentos deste debate.

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Como no emblema «Barça», Laicidade no Natal - Commerce oblige!

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O «BARÇA» RETIROU A CRUZ (CRISTÃ) DO SEU SÍMBOLO – COMMERCE OBLIGE!

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Na promoção concreta de alguns dos aspectos mais visíveis e superficiais, também da laicidade não há nada mais eficaz do que o pragmatismo calculista da actividade comercial.

Na verdade, neste nosso mundo cada vez mais global, sempre que se pretende alcançar mercados muito amplos leia-se mercados  tão amplos quanto possível com um determinado produto, é essencial torná-lo, confessionalmente, tão «neutro» quanto possível, por forma a não arriscar a possibilidade de ele ir ferir eventuais susceptibilidades religiosas identitárias dos seus potenciais compradores.

Foi esse claro e assumido objectivo e, muito concretamente, foi o interesse em assegurar e ampliar o seu mercado nos países árabes do Médio Oriente que, recentemente, levou o Futebol Clube de Barcelona («Barça») a alterar o seu emblema, retirando-lhe a barra horizontal da cruz (cristã) de S.Jordi que ostentava, ou seja, retirando-lhe… a própria cruz de S.Jordi.

É precisamente essa perspectiva comercial prática e não qualquer cruzada (?) anti-religião com que alguns pretendem vitimizar as confissões religiosas [há que recordar aqui o diferendo que, há cerca de um ano, mantivémos com o jornal Público]que faz com que, por exemplo, nesta época festiva que estamos a atravessar, muitos estabelecimentos comerciais, em vez dos votos de «FELIZ NATAL» marcadamente cristãos, prefiram desejar aos seus clientes umas (laicistas) «BOAS FESTAS».

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A propósito, cabe relembrar aqui a também recente transformação da CRUZ VERMELHA INTERNACIONAL em CRISTAL VERMELHO INTERNACIONAL 


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Breve evocação republicana de A. H. de Oliveira Marques

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A. H. de OLIVEIRA MARQUES — EVOCAÇÃO BREVE

Republicanos (e laicistas) militantes que somos, é com grande tristeza que aqui vimos hoje participar a perda do grande republicano e historiador português A. H. (António Henrique Rodrigo) de Oliveira Marques.

Aqui fica uma nossa singela homenagem e o nosso testemunho de gratidão por tudo o que dele recebemos, por tudo o que dele vamos certamente continuar a receber através da sua obra.

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acesso a: biografia de A. H. de Oliveira Marques (Wikipedia)

acesso a: página pessoal de A. A. de Oliveira Marques

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Laicidade e Democracia [do DA]

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Transcreve-se aqui a reflexão oportuna que Carlos Esperança publicou no «Diário Ateísta».

LAICIDADE e DEMOCRACIA

A laicidade do Estado é condição indispensável à existência da democracia. Sem total respeito por todas as crenças, não-crenças e anti-crenças, numa absoluta neutralidade confessional, é impossível assegurar a paz religiosa e neutralizar os ímpetos prosélitos dos crentes mais exaltados.

As teocracias islâmicas, no desespero do ocaso de uma civilização falhada, perturbam a estabilidade mundial e são um perigo para a paz que alguns líderes ocidentais agravam.

O fascismo islâmico, longe de constituir a vacina que se impunha quanto à separação sanitária entre o Estado e a Igreja, deu origem a um estranho mimetismo que conduziu à infiltração de regimes ocidentais por um agressivo clericalismo de contornos nebulosos.

O boato e as campanhas pagas, ou ingénuas, servidas por uma multidão de beatos, têm criado as condições propícias para o avanço do clericalismo. O exemplo mais boçal foi a invenção de que a comemoração do Natal estava em perigo quando o único risco é o da sua obrigatoriedade.

Poucos sabem que a imaginária guerra ao Natal foi inventada nos EUA, há pouco mais de um ano, pelos comentadores da cadeia extremista FOX, que distorceram a realidade e inventaram pretensas ofensas dos «humanistas» aos rectos cristãos americanos. O que, então, fracassou nos EUA teve êxito, um ano depois, na Europa.

A cruzada para introduzir referências confessionais na Constituição Europeia foi um treino para novas ofensivas que culminaram na contestação da Conferência Episcopal Espanhola à legislação sobre família e ensino do Governo Zapatero, à exigência clerical de várias confissões para o assalto ao ensino privado e, recentemente, na mobilização das hostes católicas, em Portugal, na luta contra a descriminalização da IVG.

Não há anticlericalismo sem clericalismo, nem liberdade sem laicidade. A teocracia é a mais grotesca negação da democracia. Os europeus parecem ter esquecido as guerras da Reforma e da Contra-Reforma e nada terem aprendido com a desintegração recente da Jugoslávia.

Carlos Esperança

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«Laicismo» e «laicidade» em conflitos não confessionais…

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FUMAR OU NÃO FUMAR EM LOCAIS PÚBLICOS «laicismo» e «laicidade» em situações de conflitualidade não confessional

Contrariamente à concepção que, com frequência e tendenciosamente , se pretende fazer passar para a opinião pública, o «laicismo» constitui um dos princípios racionais basilares que enformam o contrato social que deve organizar as nossas sociedades modernas e cosmopolitas, visando a que elas possam ser amplamente livres, abertas e inclusivas, ao invés das sociedades tradicionais que, assentando em modelos identitários (de matriz étnica, histórica, religiosa, territorial, etc.), tendem a valorizar a padronização e a assumir-se, assim, necessariamente, em moldes totalitários.

A «laicidade»  ou seja, o/s modo/s de aplicação do «laicismo» visa, afinal, num gesto de tolerência racional, alargar, tão amplamente quanto possível, o universo das livres escolhas individuais no seio de uma sociedade e, assim, permitir a expressão da/s diversidade/s religiosa, ideológica, étnica/cultural, filosófica, estética, etc. precisamente aí, nesses domínios onde as sociedades de matriz tradicionalista, recusam aceitar sair da norma simples da replicação comportamental, norma essa que, tantas vezes confundida com o exercício de um poder democrático maioritário, mais não é, afinal, do que uma primaríssima aplicação de uma igualmente primária natural e irracional «lei do mais forte».

«Laicismo» e «laicidade», contrariando também o discurso (ainda) costumeiro entre nós, não têm portanto que ver, necessariamente e em exclusividade, com as questões potencialmente conflituais de cariz religioso ou confessional.

Serve este prelúdio para introduzir o texto que aqui se anexa e que se refere a um excelente exemplo de aplicação do «laicismo» – do princípio «laicista» a uma situação muito usual e que em nada se relaciona com a questão religiosa: o acto, hoje ainda tão frequente de os fumadores de tabaco se permitirem – e de também lhes ser permitido – o  fumar em espaços públicos.

Lembra-nos muito bem Richard Hinkel Jr., o autor do texto recentemente publicado no jornal «Público» [12/10/2006], que “A liberdade do indivíduo acaba onde colide com a do próximo” (…) “o fumador reclama para si a livre opção entre fumar e não fumar” contudo “têm [terão] a mesma liberdade de opção os não fumadores que se encontram perto?”

acesso ao documento integral: arquivo R&L (pdf)

Perante o choque das duas «liberdades», perante o conflito entre a liberdade do fumador fumar e a liberdade de o não fumador não fumar, prevalece a solução de compromisso que, instituindo a interdição para o fumador de fumar na generalidade dos espaços públicos e remetendo o exercício da sua opção de fumar para um espaço reservado para esse efeito um espaço «privado» do grupo dos fumadores , menos afecta a ambos os interessados, permitindo, afinal, a expressão condicionada de ambas as possibilidades de escolha.

Dizia o Padre Lacordaire “Entre o forte e o fraco, é a liberdade que oprime e a Lei que liberta”

A propósito: lembram-se do «cartoon» de José Bandeira publicado no Diário de Notícias, aquando do conclave que elegeu o actual Papa católico?

Aqui o recordo:

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Pesquisa - Outras «peregrinações político-religiosas»

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MAIS PASSEIOS A SANTUÁRIOS

Porque os passeios a santuáros organizados por autarquias (leia-se: peregrinações político-religiosas) não se resumem aos que são organizados pelo município de Felgueiras…

é possível ver mais anúncios e relatos de eventos semelhantes envolvendo os municípios de:

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