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Apontamentos
Ainda o Papa e «La Sapienza»…
2008-01-24 - Ligação
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GALILEU, RATZINGER E «LA SAPIENZA»
No «Diário Económico», João Almeida Santos vem esclarecer-nos um pouco mais sobre o conflito que opôs o Papa Ratzinger e alguns sectores da Universidade «La Sapienza».
ver: Diário Económico | doc/R&L (pdf)
Os laicistas respondem a Sarkozy
2008-01-06 - Ligação
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O presidente da República francesa, Nicolas Sarkozy, discursou no dia 20 de Dezembro de 2007 em Latrão. O seu discurso provocou um aceso debate sobre a laicidade em França.
Incluímos aqui alguns dos principais documentos deste debate.
Como no emblema «Barça», Laicidade no Natal - Commerce oblige!
2007-12-21 - Ligação
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O «BARÇA» RETIROU A CRUZ (CRISTÃ) DO SEU SÍMBOLO – COMMERCE OBLIGE!

Na promoção concreta de alguns dos aspectos mais visíveis – e superficiais, também – da laicidade não há nada mais eficaz do que o pragmatismo calculista da actividade comercial.
Na verdade, neste nosso mundo cada vez mais global, sempre que se pretende alcançar mercados muito amplos – leia-se mercados tão amplos quanto possível – com um determinado produto, é essencial torná-lo, confessionalmente, tão «neutro» quanto possível, por forma a não arriscar a possibilidade de ele ir ferir eventuais susceptibilidades religiosas identitárias dos seus potenciais compradores.
Foi esse claro e assumido objectivo e, muito concretamente, foi o interesse em assegurar e ampliar o seu mercado nos países árabes do Médio Oriente que, recentemente, levou o Futebol Clube de Barcelona («Barça») a alterar o seu emblema, retirando-lhe a barra horizontal da cruz (cristã) de S.Jordi que ostentava, ou seja, retirando-lhe… a própria cruz de S.Jordi.
É precisamente essa perspectiva comercial prática – e não qualquer cruzada (?) anti-religião com que alguns pretendem vitimizar as confissões religiosas [há que recordar aqui o diferendo que, há cerca de um ano, mantivémos com o jornal Público] – que faz com que, por exemplo, nesta época festiva que estamos a atravessar, muitos estabelecimentos comerciais, em vez dos votos de «FELIZ NATAL» marcadamente cristãos, prefiram desejar aos seus clientes umas (laicistas) «BOAS FESTAS».
A propósito, cabe relembrar aqui a também recente transformação da CRUZ VERMELHA INTERNACIONAL em CRISTAL VERMELHO INTERNACIONAL
Breve evocação republicana de A. H. de Oliveira Marques
2007-01-24 - Ligação
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A. H. de OLIVEIRA MARQUES — EVOCAÇÃO BREVE
Republicanos (e laicistas) militantes que somos, é com grande tristeza que aqui vimos hoje participar a perda do grande republicano e historiador português A. H. (António Henrique Rodrigo) de Oliveira Marques.
Aqui fica uma nossa singela homenagem e o nosso testemunho de gratidão por tudo o que dele recebemos, por tudo o que dele vamos certamente continuar a receber através da sua obra.
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acesso a: biografia de A. H. de Oliveira Marques (Wikipedia) |
Laicidade e Democracia [do DA]
2007-01-16 - Ligação
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Transcreve-se aqui a reflexão oportuna que Carlos Esperança publicou no «Diário Ateísta».
A laicidade do Estado é condição indispensável à existência da democracia. Sem total respeito por todas as crenças, não-crenças e anti-crenças, numa absoluta neutralidade confessional, é impossível assegurar a paz religiosa e neutralizar os ímpetos prosélitos dos crentes mais exaltados.
As teocracias islâmicas, no desespero do ocaso de uma civilização falhada, perturbam a estabilidade mundial e são um perigo para a paz que alguns líderes ocidentais agravam.
O fascismo islâmico, longe de constituir a vacina que se impunha quanto à separação sanitária entre o Estado e a Igreja, deu origem a um estranho mimetismo que conduziu à infiltração de regimes ocidentais por um agressivo clericalismo de contornos nebulosos.
O boato e as campanhas pagas, ou ingénuas, servidas por uma multidão de beatos, têm criado as condições propícias para o avanço do clericalismo. O exemplo mais boçal foi a invenção de que a comemoração do Natal estava em perigo quando o único risco é o da sua obrigatoriedade.
Poucos sabem que a imaginária guerra ao Natal foi inventada nos EUA, há pouco mais de um ano, pelos comentadores da cadeia extremista FOX, que distorceram a realidade e inventaram pretensas ofensas dos «humanistas» aos rectos cristãos americanos. O que, então, fracassou nos EUA teve êxito, um ano depois, na Europa.
A cruzada para introduzir referências confessionais na Constituição Europeia foi um treino para novas ofensivas que culminaram na contestação da Conferência Episcopal Espanhola à legislação sobre família e ensino do Governo Zapatero, à exigência clerical de várias confissões para o assalto ao ensino privado e, recentemente, na mobilização das hostes católicas, em Portugal, na luta contra a descriminalização da IVG.
Não há anticlericalismo sem clericalismo, nem liberdade sem laicidade. A teocracia é a mais grotesca negação da democracia. Os europeus parecem ter esquecido as guerras da Reforma e da Contra-Reforma e nada terem aprendido com a desintegração recente da Jugoslávia.
Carlos Esperança
«Laicismo» e «laicidade» em conflitos não confessionais…
2006-10-22 - Ligação
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FUMAR OU NÃO FUMAR EM LOCAIS PÚBLICOS – «laicismo» e «laicidade» em situações de conflitualidade não confessional
Contrariamente à concepção que, com frequência – e tendenciosamente –, se pretende fazer passar para a opinião pública, o «laicismo» constitui um dos princípios racionais basilares que enformam o contrato social que deve organizar as nossas sociedades modernas e cosmopolitas, visando a que elas possam ser amplamente livres, abertas e inclusivas, ao invés das sociedades tradicionais que, assentando em modelos identitários (de matriz étnica, histórica, religiosa, territorial, etc.), tendem a valorizar a padronização e a assumir-se, assim, necessariamente, em moldes totalitários.
A «laicidade» – ou seja, o/s modo/s de aplicação do «laicismo» – visa, afinal, num gesto de tolerência racional, alargar, tão amplamente quanto possível, o universo das livres escolhas individuais no seio de uma sociedade e, assim, permitir a expressão da/s diversidade/s – religiosa, ideológica, étnica/cultural, filosófica, estética, etc. – precisamente aí, nesses domínios onde as sociedades de matriz tradicionalista, recusam aceitar sair da norma simples da replicação comportamental, norma essa que, tantas vezes confundida com o exercício de um poder democrático maioritário, mais não é, afinal, do que uma primaríssima aplicação de uma igualmente primária – natural e irracional – «lei do mais forte».
«Laicismo» e «laicidade», contrariando também o discurso (ainda) costumeiro entre nós, não têm portanto que ver, necessariamente e em exclusividade, com as questões potencialmente conflituais de cariz religioso ou confessional.
Serve este prelúdio para introduzir o texto que aqui se anexa e que se refere a um excelente exemplo de aplicação do «laicismo» – do princípio «laicista» – a uma situação muito usual e que em nada se relaciona com a questão religiosa: o acto, hoje ainda tão frequente de os fumadores de tabaco se permitirem – e de também lhes ser permitido – o fumar em espaços públicos.
Lembra-nos muito bem Richard Hinkel Jr., o autor do texto recentemente publicado no jornal «Público» [12/10/2006], que “A liberdade do indivíduo acaba onde colide com a do próximo” (…) “o fumador reclama para si a livre opção entre fumar e não fumar” contudo “têm [terão] a mesma liberdade de opção os não fumadores que se encontram perto?”
acesso ao documento integral: arquivo R&L (pdf)
Perante o choque das duas «liberdades», perante o conflito entre a liberdade do fumador fumar e a liberdade de o não fumador não fumar, prevalece a solução de compromisso que, instituindo a interdição para o fumador de fumar na generalidade dos espaços públicos e remetendo o exercício da sua opção de fumar para um espaço reservado para esse efeito – um espaço «privado» do grupo dos fumadores –, menos afecta a ambos os interessados, permitindo, afinal, a expressão condicionada de ambas as possibilidades de escolha.
Dizia o Padre Lacordaire “Entre o forte e o fraco, é a liberdade que oprime e a Lei que liberta”
A propósito: lembram-se do «cartoon» de José Bandeira publicado no Diário de Notícias, aquando do conclave que elegeu o actual Papa católico?
Aqui o recordo:

Pesquisa - Outras «peregrinações político-religiosas»
2006-09-25 - Ligação
Arquivado em: Apontamentos, Laicidade, R&L/Pesquisa.
MAIS PASSEIOS A SANTUÁRIOS
Porque os passeios a santuáros organizados por autarquias (leia-se: peregrinações político-religiosas) não se resumem aos que são organizados pelo município de Felgueiras…
é possível ver mais anúncios e relatos de eventos semelhantes envolvendo os municípios de:




