Março 2007

Cartaz xenófobo em Lisboa

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CARTAZ XENÓFOBO NA PRAÇA DO MARQUÊS DE POMBAL, EM LISBOA

Foi ontem colocado, na Praça do Marquês de Pombal, em Lisboa, um imenso cartaz do Partido Nacional Renovador em que se proclama uma assumida e bem explícita mensagem xenófoba anti-imigração

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Em política, as más ideias devem combater-se com ideias boas, com ideias que se devem conseguir afirmar como sendo socialmente mais justas, como sendo racionalmente mais sustentáveis, no quadro de um desenho de construção política que, civicamente, em permanência, devemos ir, formulando e reformulando, quer individual, quer colectivamente.

Historicamente, em todas as épocas, em todos as modalidades sociais e culturais que assumiram, todas as comunidades humanas se constituíram, integral ou parcialmente, como «agrupamentos migradores».

Defender posições xenófobas (étnicas) de fechamento das sociedades sobre si próprias é aspirar a violentar, quer algumas das pulsões culturais e naturais mais profundas dos seres humanos, quer muitas das suas mais legítimas aspirações e espectativas sociais.

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Em França: Um Observatório (governamental) da Laicidade

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EM FRANÇA: CRIADO MAIS UM OBSERVATÓRIO DA LAICIDADE

Em França, acaba de ser criado mais um Observatório da Laicidade, desta vez, por iniciativa governamental e no seguimento do «Relatório Stasi» e da (chamada) «Lei do Véu» (2003).

Pouco a pouco, a «laicidade» ainda que nem sempre na mais clara e efectiva asserção do conceito…! vai tendendo a retomar o espaço político que lhe é devido nas sociedades modernas, contrariando claramente a tendência que, sobretudo a partir dos anos 80 e no âmbito da «crise das ideologias» que dominou o último quartel do século XX, tinha vindo a afirmar uma espécie de «retorno ao religioso».

Essa «tendência pró-laicista» assente na constituição de um Espaço Público neutro de vocação universal – tem-se vindo a constatar em diversos países e, designadamente, em países que usualmente se afirmavam por políticas multiculturalistas de tipo comunitarista, tais como o Reino Unido, a Holanda, a Suécia, etc…

O Observatório (governamental) da Laicidade, agora criado em França, visa essencialmente acompanhar a implementação de um Projecto de Carta da Laicidade nos Serviços Públicos, também elaborado no seguimento do «Relatório Stasi» e visando estabelecer para os funcionários públicos normas de comportamento compatíveis com a legislação laica francesa e, designadamente, com a «Lei de 1905» (Lei de Separação do Estado e das Igrejas) e a «Lei do Véu» (2003).

acesso a: decreto / doc/R&L (pdf)

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Vidas Alternativas Edição nº69

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Vidas Alternativas 69 - 26 de Março de 2007

Apresentamo-nos nesta semana do 69 do VA, com uma entrevista conduzida pelo sociólogo António Pedro Dores sobre os “Fora Socias” e, em particular, sobre o FSP, que tantas expectativas abriu, quando foi iniciado, há uns anos, em Coimbra. Expectativas que se foram, paulatinamente, perdendo entre lutas interpartidárias, de alguns militantes de partidos da esquerda,à mistura com certos oportunismos,que pouco espaço deixaram aos independentes que o integram, desde o início ,e que, agora, fazem um enorme esforço para o relançar,e se relançarem .
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Direito à Blasfémia - Semanário «Charlie Hebdo» ilibado de acusação

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O tribunal de Paris acaba de ilibar (22 de Março) Philippe Val, director do semanário satírico «Charlie Hebdo», acusado de ter publicado caricaturas de Maomé consideradas ofensivas pelos muçulmanos, designadamente, acusado de “injúria pública dirigida a um grupo de pessoas por causa a sua pertença religiosa”.

A Grande Mesquita de Paris, a União das Organizações Islâmicas de França, membros do Conselho Francês do Culto Muçulmano, e a Liga Islâmica Mundial, que se lhes veio a juntar, punham em causa a publicação pelo semanário «Charlie Hebdo», em Fevereiro de 2006, de três desenhos considerados ofensivos, concretamente, a capa de um número especial da revista onde se re-publicaram desenhos anteriormente publicados pelo jornal dinamarquês «Jyllands-Posten» e duas das caricaturas apresentadas nesse jornal:

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A União das Organizações Islâmicas de França já afirmou estar determinada a recorrer daquela sentença.

acesso a notícia original / doc/R&L (pdf)

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R&L-Notícias - Proibição do uso do véu em escolas do Reino Unido

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LONDRES AUTORIZA ESCOLAS A PROIBIR O VÉU

Depois da inaceitável indulgência com os pregadores do ódio nas mesquitas, situação que, por exemplo, não seria permitida – e bem – a dirigentes políticos, a Inglaterra já autoriza as escolas a proibir o uso do véu islâmico dentro dos estabelecimentos de ensino.

Há quem se oponha a esta decisão, em nome da democracia e da liberdade individual, acusando os opositores de intolerância. Esquecem-se de que a Europa tem vivido em paz graças à laicidade do Estado que jovens muçulmanas desafiam, estimuladas pela família e pelos pregadores religiosos. Os constrangimentos sociais e o domínio sobre as mulheres são de molde a impor-lhes o símbolo da sua própria escravidão.

Só a França (até quando?) sobrepõe os direitos de cidadania aos desejos dos clérigos das diversas religiões. No exercício de funções públicas ou frequência de escolas do Estado não são permitidos os hábitos das freiras, as sotainas ou o véu islâmico. Alguém, de boa fé, nega a liberdade religiosa francesa?

Ninguém duvida do proselitismo que devora as diversas confissões, todas desejosas de convencer os ímpios da bondade do seu Deus e da única forma de salvação eterna - a sua -, impondo-a, se puderem, mesmo a quem a dispensa.

Sendo o Estado incompetente para se pronunciar sobre as convicções pessoais, só lhe resta manter a neutralidade que permita a efectiva liberdade religiosa e impedir que qualquer religião se aproprie de forma definitiva e permanente do espaço público.

Londres só agora começa a sentir o perigo do proselitismo e a reagir às provocações que faz uma multinacional do ódio que se serve de jovens com forte dependência da família, do clero e da tradição.

Desacreditar da superioridade moral da democracia em relação à teocracia e dos Estados laicos face aos confessionais, é renunciar à defesa dos direitos humanos sob o pretexto de cumprir a vontade de Deus.

Carlos Esperança

acesso a: notícia original / documento/R&L

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Portugal é um Estado laico, mas…

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… a ligação do poder à Igreja Católica é muito forte

Apesar de Portugal ser um Estado laico e de a legislação estabelecer a liberdade religiosa, dizendo que nenhuma igreja ou comunidade deve ser discriminada relativamente às outras, há actos públicos que não dispensam a presença de sacerdotes católicos. E continua a haver procissões e missas organizadas por câmaras municipais.

Veja-se, por exemplo, o que tem vindo a suceder em Santarém…

notícia original / doc/R&L (pdf)

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Entrevista R&L no programa «Mais cedo ou mais tarde» da TSF

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icon for podpress  Entrevista R&L no programa «Mais cedo ou mais tarde» da TSF [18:51m]: Play Now | Play in Popup | Download


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Entrevista do presidente da Associação República & Laicidade, Luís Mateus, ao programa «Mais cedo ou mais tarde» da TSF. A duração da entrevista é de 1 hora e contempla os mais variados assuntos, desde a laicidade, a cidadania, a recente polémica dos crucifixos, a história, situação e actividades presentes da R&L.

Clique aqui para ouvír a entrevista

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«site/blogue» da R&L no «FAMAFEST» (Famalicão)

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SITE/BLOGUE DA ASSOCIAÇÃO CÍVICA REPÚBLICA E LAICIDADE NO «FAMAFEST»

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Soubemos hoje que, no âmbito do «FAMAFEST», Festival de Cinema da Famalicão, este espaço de intervenção cívica da associação R&L, apesar de ser ainda muito incipiente, integra a lista dos blogues considerados como os melhores blogues portugueses de cultura do ano de 2006.

Como sabem, este espaço de trabalho da R&L na Internet é de constitição muito recente (Setembro de 2006) e, portanto, está ainda numa fase muito inicial e incompleta do seu projecto.

Temos a intenção de aqui vir a fazer muito mais do que, até ao momento, conseguimos produzir. Sem dúvida, o modo como o «FAMAFEST» nos está agora a tratar constitui um incentivo de grande monta.

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Correio R&L - A Religião fora dos Templos !?

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A RELIGIÃO FORA DOS TEMPLOS !?

Hoje, a associação R&L distribuíu a seguinte mensagem:

Na Associação Cívica República e Laicidade sempre tivemos uma posição de grande reserva perante a Lei da Liberdade Religiosa, uma lei que tem uma matriz marcadamente comunitarista assumidamente discriminatória, portanto , uma Lei que se não aplica aos católicos, já que eles se regem por uma Lei própria (a Concordata) no trato com o Estado. Por razões semelhantes, sempre tivemos idêntica posição de reserva face à concepção, composição e conteúdos funcionais da Comissão de Liberdade Religiosa que nela se originou.

No seguimento do 2º colóquio organizado por aquela comissão tema: “a Religião fora dos Tempos” começam a tornar-se visíveis os primeiros efeitos negativos da sua actividade.

Veja-se [aqui]  ] o que, no seguimento daquela reunião, se pretende implementar no ensino, visando adaptar os programas curriculres escolares com carácter universal e obrigatório às conveniências das grandes confissões religiosas!

Sejamos muito claros: para além das aulas facultativas de Educação e Moral Religiosa (Católica, Evangélica, Baha’i, etc.) que já têm lugar no quadro do nosso sistema escolar público, o ensino do «facto religioso» tal como vai sendo moda designarem-se algumas das expressões históricas, culturais e sociais das religiões com carácter curricular universal e obrigatório também já está actualmente presente no nosso sistema de ensino público, natural e normalmente enquadrado nos programas de algumas das matérias curriculares que aí são leccionadas (História, Filosofia, Literatura, Artes, etc.); aquilo que, na verdade, não existe na nossa Escola Pública com idêntico carácter curricular universal e obrigatório e que é correcto que aí não exista é o ensino confessional do facto religioso. Em nosso entender, aliás, esse ensino confessional, devidamente salvaguardado pelo direito ao livre exercício da absoluta liberdade religiosa de que hoje podemos gozar em Portugal, só deveria ter lugar nas catequeses das respectivas confissões religiosas e não no âmbito da Escola Pública.

Uma situação idêntica à do ensino do «facto religioso» ocorre com o ensino do «facto político», ensino esse que também não pode ser assumido como um ensino partidário das teorias políticas. Efectivamente, como é certamente muito fácil de se entender, um sistema que contemplasse o ensino do comunismo feito à medida dos comunistas, o ensino do fascismo feito à medida dos fascistas, o ensino do corporativismo feito feito à medida dos corporativistas, o ensino do liberalismo feito à medida dos liberais, o ensino do socialismo feito à medida dos socialistas, etc. tal como agora se pretende instituir no que respeita ao «facto religioso» constituiria aos olhos de qualquer cidadão normal uma evidente aberração pedagógica.

É desse mesmo modo que entendemos como muito negativa qualquer intervenção de «agentes religiosos» leia-se: uma intervenção clerical em disciplinas como a História, a Filosofia ou a Literatura, por exemplo, já que conceder nessa intervenção implicaria uma gravíssima cedência ao nível do rigor e objectividade dos discursos que elas visam produzir e, decorrentemente, uma irremediável distorção no conhecimento que elas visam construir e transmitir: como seria possível, por exemplo, falar objectivamente das cruzadas contra o Islão sem ferir o Islão e o Cristianismo? como seria possível falar de modo isento da Inquisição sem ferir o Catolicismo? como seria possível falar rigorosamente de agnosticismo ou de ateísmo sem ferir todas as religiões?

Saudações republicanas e laicas

Luis Mateus

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Vidas Alternativas Edição nº68

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Vidas Alternativas 68 - 19 de Março de 2007

O que vamos ouvir a partir de hoje, no VA 68?

Duas entrevistas com dois autarcas,ambos do PS,Ana Sara Brito e Nuno
Gaioso,o 2º da lista de Carrilho, um outsider, apelando a” eleiçoes
já!”, para tirar Lisboa das trapalhadas em que a actual administração
meteu a capital do país, hoje sem designio ,nem projecto.
Ambos referem a necessidade absoluta, de eleições intercalares,e
avançam com soluções políticas possiveis, para um executivo quase
impossível.
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