Abril 2004

R&L - Apelo pela eliminação do Artigo I-51º do Projecto de Constituição para a Europa

Arquivado em: R&L/Campanhas, União Europeia.

Os abaixo assinados,

Tendo em consideração a proposta de resolução para uma Constituição Europeia Laica apresentada por Maurizio Turco e 256 deputados europeus e apoiada por 320 deputados dos 15 Estados Membros da União Europeia.

Considerando que o artigo I-51 do projecto de Tratado estabelecendo uma Constituição para a Europa:

a) Contradiz o princípio de separação entre instituições públicas e instituições religiosas;

b) Obriga a UE a um diálogo regular com as igrejas e comunidades religiosas reconhecendo assim um direito de ingerência das instituições religiosas no exercício dos poderes públicos europeus;

c) Garante a perpetuação dos privilégios adquiridos ao nível nacional pelas instuições religiosas, impedindo que seja verificada a sua compatibilidade com os direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos europeus assim como com as políticas e o direito da UE;

d) Está redigido com uma terminologia desapropriada para um texto constitucional e susceptível de originar numerosas controvérsias jurídicas;

Considerando que a liberdade de organização e acção das organizações confessionais já é garantida pelo artigo 10 da Carta dos Direitos Fundamentais assim como pelo artigo I-46 do projecto de tratado constitucional relativo às associações representativas da sociedade civil;

Apoiamos a proposta de resolução, promovida por Maurizio Turco e assinada até agora por 136 membros do Parlamento Europeu, pedindo ao Conselho, à Comissão e aos Estados Membros a eliminação do artigo I-51 do projecto de tratado estabelecendo uma Constituição para a Europa e, em particular, aos representantes da Bélgica, da França, do Luxemburgo e da Suécia que utilizem o seu direito de veto, no âmbito dos trabalhos da CIG, dando assim continuidade às emendas no sentido de eliminar o artigo I-51 que apresentaram durante a Convenção.”

(8/4/2004)

Subscrever este apelo

Comentários (0)



R&L - Cá vamos, cantando e rindo…

Arquivado em: Protocolo de Estado, R&L/Comunicados.

Cá Vamos, cantando e rindo…

Momento importante, sem dúvida, o acto oficial de inauguração das novas instalações da RDP/RTP, as estações de rádio e televisão públicas portuguesas.

Subitamente, perante o nosso olhar atónito, no inevitável pequeno ecrã das nossas salas de estar, lá estão «Eles», todos (ou quase todos) «Eles»: Sua Excelência o Sr. Primeiro Ministro do Governo da República, Sr. Dr. (José Manuel) Durão Barroso, Sua Eminência o Sr. Cardeal Patriarca de Lisboa, Sr. D. José (da Cruz) Policarpo, Sua Alteza Real, o Sr. D. Duarte (Pio João Miguel Gabriel Rafael) de Bragança…!

Não saberá o Presidente do Governo da República Portuguesa que, por claros e indiscutíveis imperativos constitucionais, nem o mais alto dignatário da Igreja Católica Apostólica Romana Portuguesa, nem qualquer (suposto) representante de uma qualquer (suposta) «Casa Real Portuguesa» podem integrar os actos oficiais do Estado?

Assombrados e impotentes, assistimos à transmissão daquele cerimonial pleno de oficialidade, seguimos os gestos rituais do Cardeal a benzer o edifício, ouvimos as palavras de ocasião do pretenso «rei»… e, revoltados, damo-nos conta de viver num país que persiste em ser um «reino do deixa-andar», um «reino do faz-de-conta», onde até valores e perspectivas fundamentais da afirmação da República continuam a claudicar perante óbvios gestos de oportunismo do exercício pequeno (minúsculo mesmo) da política e da religião.

É por recusarmos, quer o laxismo, quer o gerúndio –que é o tempo verbal das acções que se espraiam indefinidamente pelo tempo– deste quotidiano ainda tão enformado pela velha, conformada e «salazarenta» marcha do “cá vamos, cantando e rindo”, é por querer lutar contra uma atitude tão generalizada de falta de clareza e de coerência nas ideias e nos procedimentos políticos que nós, militantes assumidos da República e da Laicidade, não podemos deixar passar em claro mais uma violação da nossa lei fundamental.

Efectivamente, por mais que isso custe aos adeptos da demagogia, da monarquia e do clericalismo –do oportunismo, também–, queremos aqui lembrar uma vez mais que a República Portuguesa se tem de assumir claramente como… republicana e, na mesma linha de coerência, como laica, também!

Luis Manuel Mateus (Presidente da Direcção)

(1/4/2004)

Comentários (0)



clomid nolvadex buy amoxil acyclovir buy alli buy ashwagandha buy generic cialis order clomid buy nizoral buy viagra plus buy lasix buy plavix buy zovirax buy prednisone viagra professional xenical buy diflucan buy 25mg viagra buy zithromax buy xenical buy cipro buy amitriptyline buy vpxl buy effexor buy accutane Strattera viagra for sale viagra prices viagra discount lasix online buy propecia buy lexapro buy nexium Metformin Acomplia buy acomplia doxycycline viagra without prescription