Maio de 68 - 40 anos

Arquivado em: Por classificar.

mai-68-011.jpg

Comentários (0) - Réplicas - Envie por correio este artigo Envie por correio este artigo



Dia da Liberdade de Imprensa - 2008

Arquivado em: Geral, Informações.

world-press-freedom-day-1-a.jpg

Comentários (0) - Réplicas - Envie por correio este artigo Envie por correio este artigo



Arquivado em: República.

25-abril-cravo-1a.jpg

Comentários (0) - Réplicas - Envie por correio este artigo Envie por correio este artigo



Aniversário da República Espanhola

Arquivado em: Apontamentos, Geral.

re-mariana-01-a.jpg

Para recordar a República Espanhola proclamada a 14 de Abril de 1931.


Comentários (1) - Réplicas - Envie por correio este artigo Envie por correio este artigo



Colóquio - Regicídio 1908-2008

Arquivado em: Anúncios, Notícias.


coloquio-regicidio-01-a.jpg

Local: Sala do Conselho da UNIÃO DE ASSOCIAÇÕES DO COMÉRCIO E SERVIÇOSRua Castilho, 14

acesso a: programa (pdf)

Comentários (3) - Réplicas - Envie por correio este artigo Envie por correio este artigo



Há cem anos, Manuel Buíça e Alfredo Costa mataram a Monarquia

Arquivado em: R&L/Artigos, R&L/Textos.


buica-e-costa-01.jpg

ver: dossier documental sobre o ATENTADO DE 1 DE FEVEREIRO DE 1908 

MANUEL BUIÇA E ALFREDO COSTA – MÁRTIRES DA LIBERDADE

A Guerra dos Trinta Anos, uma das guerras religiosas mais prolongadas e devastadoras da Europa (1618/1648), quando os príncipes tinham o direito de impor as suas crenças aos habitantes dos seus domínios, acabou depois de milhões de mortos. Só a Alemanha perdeu metade da população, reduzida de 16 para 8 milhões de habitantes.

Foi longo o sofrimento que conduziu à Paz da Vestfália, em 24 de Outubro de 1648, em que pela primeira vez é reconhecida a liberdade religiosa a protestantes e católicos sem que a conversão dos príncipes obrigasse à dos súbditos. Foi dramática a conquista da liberdade para luteranos e calvinistas mas o espírito totalitário das religiões foi vencido, as fronteiras foram redefinidas e a secularização avançou. Ninguém advogará a chacina mas todos beneficiamos da liberdade então dolorosamente alcançada.

A Revolução Francesa pôs termo a um regime de mais de quinhentos anos e extirpou as raízes que eram obra da Igreja católica com mais de mil e duzentos anos. Em 1789 começou uma década em que o Iluminismo destruiu a autoridade do clero e da nobreza, aboliu o absolutismo monárquico e abriu as portas aos modernos Estados democráticos.

Ninguém se regozijará com o terror então vivido, com o sangue vertido, a violência e os ajustes de contas, com a decapitação de Maria Antonieta, mas, de uma só vez, acabou o feudalismo, o absolutismo, a monarquia, o poder do clero e da nobreza, dando início à Idade Contemporânea que os historiadores datam em 1789. A Revolução deu origem às mais profundas transformações políticas, económicas e sociais de sempre, além de ter estado na génese da independência dos países da América Latina.

O dia 14 de Julho – tomada da Bastilha –, é justamente o dia nacional da França.

Em 1 de Fevereiro de 1908 os portugueses sofriam a ditadura de João Franco, em clima de vindicta política, com prisões arbitrárias, fecho do Parlamento, encerramento de jornais, julgamentos sumários e anunciadas deportações em massa de adversários políticos, monárquicos e republicanos.

Instalou-se o terror entre os patriotas, após a suspensão da Carta Constitucional que o rei D. Carlos assinou com a mesma frieza com que premia o gatilho na caça às perdizes.

Manuel Buiça e Alfredo Costa evitaram o desterro e a morte de numerosos portugueses, puseram fim à ditadura opressora e abriram o caminho para a implantação da República.

Não eram mercenários ou ambiciosos em busca de honrarias ou favores, foram mártires que deram a vida por um ideal e morreram para salvar as vítimas da ditadura, sabendo que morriam. Puseram termo à vida do rei, imolando a sua. Usaram a violência contra a violência do regime, sonhando com a República sob os escombros da monarquia que agonizava e a que vibraram um golpe fatal.

Lamente-se a morte trágica de D. Carlos e do príncipe herdeiro e a brutalidade exercida contra os regicidas mas, tal como o Mestre de Avis, os conjurados de 1640 ou Machado Santos, Manuel Buíça e Alfredo Costa merecem um lugar no altar da Pátria que amaram e no coração da República por cujos ideais deram a vida.

Carlos Esperança

ver: dossier documental sobre o ATENTADO DE 1 DE FEVEREIRO DE 1908

UMA PLACA EM FALTA NA PRAÇA DO COMÉRCIO


praca-comercio-2008-02-aa.jpg

Comentários (3) - Réplicas - Envie por correio este artigo Envie por correio este artigo



Conferência «Do 28 de Janeiro ao 5 de Outubro»

Arquivado em: R&L/Artigos, República.

Disponibiliza-se o texto da conferência de Francisco Carromeu na Biblioteca Museu República e Resistência, no dia 29 de Janeiro:

Comentários (0) - Réplicas - Envie por correio este artigo Envie por correio este artigo



Memória do 31 de Janeiro de 1891

Arquivado em: Por classificar.

EM MEMÓRIA DOS REPUBLICANOS QUE, NA CIDADE DO PORTO, A 31 DE JANEIRO DE 1891, TENTARAM IMPLANTAR A REPÚBLICA EM PORTUGAL

31-janeiro-1891-01-a.jpg

 

O 31 de Janeiro de 1891

Em Portugal, nos finais do século XIX, na ausência de qualquer solução para a crise económica, social e política, a monarquia agonizava. Depois da conferência de Berlim, em 1885, o projecto português de ligar Angola a Moçambique colidiu com o plano inglês de ligar o Cairo ao Cabo (África do Sul).

A disputa do território africano que ficaria conhecido por mapa cor-de-rosa culminou com o Ultimatum, imposição do império inglês a Portugal, tão humilhante que inflamou o fervor republicano e o ódio ao trono e à Inglaterra.

Os ideais republicanos continuaram a seduzir os portugueses e a ganhar força à medida que a monarquia se esgotava, a pobreza aumentava e o sentimento colectivo, de vergonha e ressentimento, se acentuava.

«A Portuguesa» foi o hino que surgiu do ódio generalizado que cada vez mais se identificou com as aspirações republicanas que germinam nos quartéis, na maçonaria e nos meios académicos. O Partido Republicano, até aí pouco expressivo, ganhou adesões e consistência.

Entre os militares destacavam-se os sargentos no fervor republicano donde viria a surgir a primeira tentativa para implantar a República. Coube ao Porto a honra dessa tentativa falhada que contou com alguns oficiais em que se distinguiu o alferes Malheiro e, ainda, o capitão Leitão e o tenente Coelho.

Com a banda da Guarda-Fiscal à frente, os militares republicanos avançaram ao som de «A Portuguesa» e assaltaram o antigo edifício da Câmara do Porto de cuja varanda, perante o entusiasmo da população que se juntou ao movimento, se ouviu o discurso de um dos lideres civis da revolta, Alves da Veiga, que proclamou a República.

Falhado o objectivo de ocupar o Quartel-General e o edifício do telégrafo, donde se anunciaria a todo o País a proclamação da República e a deposição da Monarquia, o movimento soçobrou perante a Guarda Municipal.

O exemplo dos revoltosos de 31 de Janeiro de 1891 frutificaria, menos de duas décadas depois, em 5 de Outubro de 1910. Eles foram os protagonistas de uma derrota que foi a semente da vitória que tardaria quase duas décadas.

Foi há 117 anos mas a memória histórica dos protagonistas do 31 de Janeiro está viva e é dever honrá-la.

Carlos Esperança

Comentários (0) - Réplicas - Envie por correio este artigo Envie por correio este artigo



100 anos da Revolução (falhada) de 28 de Janeiro de 1908

Arquivado em: R&L/Notícias.

HÁ 100 ANOS, O PAÍS A FERRO E FOGO: REVOLUÇÃO REPUBLICANA (FALHADA) DE 28 DE JANEIRO DE 1908

Em reacção às violentas perseguições desencadeadas pelo ditador João Franco sobre os muitos críticos do seu regime e, muito especialmente, sobre os militantes anti-monárquicos , a 28 de Janeiro de 1908, os republicanos portugeses levaram a cabo uma primeira tentativa revolucionária que correu mal e acabou por se saldar por mais prisões de opositores ao regime todas as principais figuras do Partido Republicano, inclusive , com a grave perspectiva (por força de um decreto escrito a 28 de Janeiro e promulgado por Carlos I a 31 de Janeiro) de serem seguidamente enviados para o degredo.


revolucao-1908-01-28-01-a.jpg


DUAS CONFERÊNCIAS na Biblioteca-Museu República e Resistência (Câmara Municipal de Lisboa):

na Biblioteca-Museu República e Resistência

Comentários (0) - Réplicas - Envie por correio este artigo Envie por correio este artigo



R&L - Correio da associação

Arquivado em: R&L/Comunicados, R&L/Imprensa.

Distribuímos hoje a seguinte mensagem:

1. Exército da República em manifestações monárquicas…!?

Nestes últimos tempos, as (ainda existententes…!) «hostes monárquicas» portuguesas têm andado, muito atarefadas, a promover o «seu» centenário do «1 de Fevereiro», «Dia do Regicídio» e a tentar que ele seja assumido pelos portugueses como um «dia de luto nacional».

Estão no seu direito: na nossa Repúblca os monárquicos têm um quadro legal que lhes permite fazerem, pacífica e democraticamente, a propaganda das suas ideias políticas !

No entanto como é bom de entender , a República não pode dar apoio institucional àqueles projectos (monárquicos e não só) que abertamente visem a sua destruição.

Nesse entendimento, atempadamente e, ao que parece, sem qualquer resultado visível!!! , chamámos a atenção do Ministro da Defesa Nacional e do Chefe do Estado Maior do Exército para uma prevista participação oficial de elementos do Exército Regimento de Lanceiros, Fanfarra do Exército e do Colégio Militar e Grupo de Música de Câmara da Banda Sinfónica do Exército nas manifestações políticas monárquicas manifestações políticas assumidamente anti-republicanas, portanto que terão lugar a 31 de Janeiro e a 1 de Fevereiro próximos.

ver: http://www.laicidade.org/2007/12/20/republica-monarquia

2. Atentado de 1 de Fevereiro de 1908 (Regicídio)

No «site» da associação R&L disponibiliza-se um «dossier» bastante exaustivo (com alguns documentos menos conhecidos) sobre o atentado de 1 de Fevereiro de 1908 (Regicídio)

ver: http://www.laicidade.org/?page_id=1314

Gostaríamos de ver na Praça do Comércio uma placa que fizesse justiça à memória de Manuel Buíça e Alfredo Costa, os dois cidadãos que, a 1 de Fevereiro de 1908, aí mataram a Monarquia, dando a sua própria vida em prol da República e da Liberdade dos portugueses.

ver: http://www.laicidade.org/?page_id=1307

3. Palestra «Do 28 de Janeiro ao 5 de Outubro»

Por serem republicanos, na sua maioria, os portugueses sabem que só a República pode conferir a cada qual um estatuto inteiro de «cidadão» e que só com «cidadãos inteiros» será possível construir o futuro mais livre, mais justo e mais solidário (Constituição da República) que almejamos ter.

Assim sendo, os portugueses, com os olhos mais postos no futuro do que no passado, não querem, decididamente, voltar a ser súbditos de nenhum soberano, seja ele qual for.

Mas o passado também interessa aos republicanos, na exacta medida em que dele podemos colher ensinamentos para o presente e para o futuro.

Nessa perspectiva, a associação R&L promove no próximo dia 29 de Janeiro, na Biblioteca-Museu República e Resistència, uma palestra onde o historiador Francisco Carromeu nos ajudará a recordar os principais intervenientes e os mais relevantes eventos que, historicamente, nos fizeram transitar de uma (velha) Monarquia para uma (primeira) República.

ver: http://www.laicidade.org/2008/01/17/conferencia-1-2008

Saudações republicanas e laicas de

Luis Mateus

Comentários (0) - Réplicas - Envie por correio este artigo Envie por correio este artigo