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	<title>REPÚBLICA e LAICIDADE</title>
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	<description>Por uma república secular e laica, por uma sociedade moderna, livre, aberta, inclusiva e justa</description>
	<lastBuildDate>Mon, 28 Sep 2026 20:29:24 +0000</lastBuildDate>
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	<title>REPÚBLICA e LAICIDADE</title>
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		<title>A escola pública não tem religião</title>
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					<comments>https://www.laicidade.org/a-escola-publica-nao-tem-religiao/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 00:50:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escola]]></category>
		<category><![CDATA[Laicidade]]></category>
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					<description><![CDATA[A associação escreveu à Procuradoria-Geral da República, à Provedora de Justiça e à Comissão de Liberdade Religiosa, denunciando a ilegalidade cometida na cerimónia de inauguração da Escola Secundária de Cascais, que incluiu uma cerimónia religiosa. Pode ler o modelo da carta enviada. (Fotografia André Kosters/Lusa.) Notícias na comunicação social: «&#8221;Ilegal e escandaloso.&#8221; Associação República Laicidade...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A associação escreveu à Procuradoria-Geral da República, à Provedora de Justiça e à Comissão de Liberdade Religiosa, denunciando a ilegalidade cometida na cerimónia de inauguração da Escola Secundária de Cascais, que incluiu uma cerimónia religiosa. Pode ler o <a href="https://www.laicidade.org/wp-content/uploads/2026/09/Carta.pdf">modelo da carta enviada</a>.</p>
<p>(Fotografia André Kosters/Lusa.)</p>
<hr>
<p>Notícias na comunicação social:</p>
<ul>
<li><a href="https://www.tsf.pt/sociedade/artigo/ilegal-e-escandaloso-associacao-republica-laicidade-critica-cerimonia-religiosa-na-escola-secundaria-de-cascais/18129585">«&#8221;Ilegal e escandaloso.&#8221; Associação República Laicidade critica cerimónia religiosa na Escola Secundária de Cascais»</a> (<em>TSF</em>, 23/9/2026)</li>
<li><a href="https://observador.pt/2026/09/23/associacao-pede-avaliacao-de-ilegalidades-em-bencao-catolica-na-inauguracao-de-escola-publica/">«Associação pede avaliação de ilegalidades em bênção católica na inauguração de escola pública»</a> (<em>Observador</em>, 23/9/2026)</li>
<li><a href="https://www.cmjornal.pt/sociedade/amp/associacao-pede-avaliacao-de-ilegalidades-em-bencao-catolica-na-inauguracao-de-escola-publica">«Associação pede avaliação de ilegalidades em bênção católica na inauguração de escola pública»</a> (<em>Correio da Manhã</em>, 23/9/2026)</li>
</ul>
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		<item>
		<title>As Forças Armadas não podem participar em cerimónias religiosas</title>
		<link>https://www.laicidade.org/as-forcas-armadas-nao-podem-participar-em-cerimonias-religiosas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 20:48:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Laicidade]]></category>
		<category><![CDATA[R&L/Cartas e petições]]></category>
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					<description><![CDATA[A associação escreveu aos chefes de Estado Maior dos três ramos das Forças Armadas recordando que as Forças Armadas de um Estado laico como a República portuguesa não podem participar oficialmente em cerimónias religiosas seja de que religião for, estando infelizmente prevista uma participação desse género para as «Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres»...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A associação escreveu aos chefes de Estado Maior dos três ramos das Forças Armadas recordando que as Forças Armadas de um Estado laico como a República portuguesa não podem participar oficialmente em cerimónias religiosas seja de que religião for, estando infelizmente prevista uma participação desse género para as «<em><a href="https://santo-cristo.com/festas-2021/">Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres</a></em>» no dia 9 de Maio. Pode ler as cartas enviadas ao <a href="https://www.laicidade.org/wp-content/uploads/2026/05/Carta-CEMA.pdf">Chefe do Estado Maior da Armada</a>, ao <a href="https://www.laicidade.org/wp-content/uploads/2026/05/Carta-CEME.pdf">Chefe do Estado Maior do Exército</a> e ao <a href="https://www.laicidade.org/wp-content/uploads/2026/05/Carta-CEMFA.pdf">Chefe do Estado Maior da Força Aérea</a>.</p>
<p>As imagens são da cerimónia de 2025.</p>
<hr>
<p>Notícias na comunicação social:</p>
<ul>
<li><a href="https://jornalacores9.pt/2026/05/06/associacao-contesta-participacao-militar-nas-festas-do-senhor-santo-cristo/">«Associação contesta participação militar nas Festas do Senhor Santo Cristo»</a> (<em>Açores 9</em>, 6/5/2026)</li>
<li><a href="https://acores.rtp.pt/local/associacao-contesta-participacao-militar-nas-festas-do-santo-santo-cristo/">«Associação contesta participação militar nas Festas do Santo Santo Cristo»</a> (<em>RTP Açores</em>, 6/5/2026)</li>
<li><a href="https://acores.rtp.pt/local/associacao-contesta-participacao-militar-nas-festas-do-santo-santo-cristo/">«Forças Armadas alegam que participação na procissão do Santo Cristo é tradição enraizada»</a> (<em>Açores 9</em>, 8/5/2026)</li>
<li><a href="https://www.acorianooriental.pt/noticia/forcas-armadas-alegam-que-participacao-na-procissao-do-santo-cristo-e-tradicao-enraizada-377325">«Forças Armadas alegam que participação na procissão do Santo Cristo é tradição enraizada»</a> (<em>Açoriano Oriental</em>, 8/5/2026)</li>
</ul>
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			</item>
		<item>
		<title>Laicidade em Portugal: do anticlericalismo ao anti-identitarismo</title>
		<link>https://www.laicidade.org/laicidade-em-portugal-do-anticlericalismo-ao-anti-identitarismo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 May 2026 14:27:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Laicidade]]></category>
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					<description><![CDATA[A construção da laicidade em Portugal – como noutros países do mundo – não é uma história linear, isenta de reveses, frustrações e surpresas. Para compreender o presente, comecemos por rever a história recente. A laicidade era matricial no movimento republicano triunfante na revolução de 5 de Outubro de 1910, e rapidamente se lançaram os...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A construção da laicidade em Portugal – como noutros países do mundo – não é uma história linear, isenta de reveses, frustrações e surpresas. Para compreender o presente, comecemos por rever a história recente.</p>
<p>A laicidade era matricial no movimento republicano triunfante na revolução de 5 de Outubro de 1910, e rapidamente se lançaram os pilares de uma República laica: a substituição do ensino da doutrina cristã pela educação cívica, o registo civil, e a separação do Estado das igrejas, cessando o catolicismo de ser a religião do Estado e suprimindo o financiamento público do culto e do clero católicos. Em menos de um ano, Portugal atingiu um patamar de laicização que demorara décadas à França.</p>
<p>A reação estalou no golpe militar de 1926, a que se seguiu o Estado Novo salazarista, um regime de união moral com a igreja católica consagrado na Concordata de 1940, com a quase obrigatoriedade da frequência da «<em>Religião e Moral [católica]</em>», a proibição do divórcio aos católicos, a restituição de muitas igrejas, e generosos apoios financeiros às instituições e ao clero católicos, em particular nas colónias.</p>
<p>A revolução de 25 de Abril de 1974 iniciou uma democratização acompanhada de uma laicização tímida e pouco assumida: por um lado, os sectores moderados haviam tirado da queda da 1ª República a conclusão de que qualquer ataque ao privilégio católico faria ricochete; por outro, os muito ativos marxistas-leninistas tinham objetivos bem diferentes; finalmente, a dinâmica do período revolucionário acabaria por polarizar marxistas-leninistas contra o conservadorismo católico, empurrando os moderados para este último campo. </p>
<p>As circunstâncias impunham como urgências terminar a guerra colonial e constitucionalizar uma democracia pluralista. Em Fevereiro de 1975, o Protocolo Adicional à Concordata permitiu o divórcio aos casados pela igreja católica, mas teve o efeito secundário de manter em vigor a Concordata. Numa entrevista, o negociador do Protocolo e Ministro da Justiça do III Governo Provisório assumiu não se optar por uma «denúncia unilateral» da Concordata porque «<em>o Programa do MFA estipula que as obrigações internacionais seriam respeitadas» e «porque isso iria ferir a sensibilidade religiosa da maioria dos portugueses</em>»(1).</p>
<p>Os debates da Assembleia Constituinte, eleita a 25 de Abril de 1975, centraram-se na definição do carácter socialista do Estado (e, portanto, em questões como o peso do Estado na economia ou os direitos dos trabalhadores), mas a Constituição aprovada em Abril de 1976 estabelece os fundamentos de um Estado laico: o artigo 41º garante a «<em>liberdade de consciência, de religião e de culto</em>», a separação entre o Estado e as igrejas e outras comunidades religiosas, e inclui ainda uma cláusula antidiscriminação que reforça em matéria religiosa (reforço que não existe quanto à raça ou à língua, por exemplo) o princípio da igualdade do artigo 13º; o mesmo artigo defende ainda a privacidade dos cidadãos em matéria religiosa (exceção feita a inquéritos anonimizados); o artigo 43º garante a não confessionalidade do ensino. Sublinhe-se que embora não use o vocábulo «laicidade» em nenhuma das suas derivações – ao contrário do que acontece com a Constituição francesa no seu artigo 1º – a Constituição portuguesa tem realmente um conjunto de preceitos laicistas, e não refere a igreja católica – ao contrário das constituições espanhola ou italiana, respetivamente nos artigos 16º e nos artigos 7º e 8º. Infelizmente, a laicidade seria, desde a fundação desta 2ª República, garantida formalmente, mas não praticada substancialmente.</p>
<p>No final do século 20, a secularização da sociedade e a chegada a Portugal de igrejas evangélicas brasileiras lançou um debate que haveria de conduzir à primeira sistematização em democracia das relações do Estado com as comunidades religiosas: a Lei de Liberdade Religiosa (LLR) de 2001 e a Concordata de 2004. Dois campos se opuseram: os defensores da laicidade – que chegaram a tentar que a LLR se aplicasse à igreja católica – e os defensores do estatuto privilegiado do catolicismo, que no essencial acabaram por triunfar. Efetivamente, nos seus primeiros artigos a LLR densificou os direitos individuais em matéria de religião de uma forma laicista, mas no seu artigo 58 excluiu a igreja católica da LLR em matéria de direitos coletivos de liberdade religiosa, remetendo o seu estatuto próprio para a Concordata, que manteve o reconhecimento estatal do «Direito Canónico», o compromisso do Estado com a oferta de Educação Moral e Religiosa Católica na Escola Pública, e a «afetação permanente» para o culto católico, livre de encargos, de uma parte significativa do património monumental do Estado. Em 2009, um conjunto de Decretos-Lei sobre a assistência religiosa nos hospitais, prisões, e nas forças armadas e de segurança garantiu que, embora fosse livre o acesso de capelães de outras comunidades religiosas aos crentes confinados nessas instituições, só os capelães católicos seriam remunerados pelo Estado. Práticas clericais como a realização de cerimónias religiosas em escolas públicas, universidades ou em inaugurações de obras públicas mantêm-se até hoje, mesmo sendo ilegais pela LLR. A «Educação Moral e Religiosa», em consequência de um Acórdão de 1987 do Tribunal Constitucional, não é obrigatória salvo declaração em contrário, mas dependente de uma declaração positiva de vontade, e desde aí possível para outras comunidades religiosas (é o caso dos evangélicos históricos). À LLR seguiram-se «Concordatas» com outras comunidades religiosas: em 2015, a chamada «lei dos sefarditas», permitindo às sinagogas a instrução dos processos de aquisição de nacionalidade dos descendentes de judeus; e o acordo com a Comunidade Ismaelita, que reconheceu imunidades judiciais e isenções fiscais. Avançou-se no sentido, bem pouco republicano, de cada comunidade religiosa ter uma lei própria, o que se pode designar por <em>desvio comunitarista</em>. O horizonte republicano em que todos os cidadãos terão os mesmos direitos independentemente da pertença religiosa ficou mais longe.</p>
<p>Entretanto e em sentido contrário à evolução legislativa, a sociedade não parou de se secularizar: em 2007, os casamentos civis passaram a ser mais de metade dos novos casamentos; e em 2015, mais de metade das crianças já nasceram de pais que não estavam casados. Simultaneamente, o mesmo poder político que nunca desmontou os subsistemas clericais dentro do Estado mostrou-se sensível às alterações nos costumes: em 2007, a IVG foi legalizada após um referendo; em 2010, o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi legalizado; e a morte assistida teve finalmente tentativas de legislação, atribuladas e ainda não finalizadas.</p>
<p>Nos anos após a pandemia, a aceleração da imigração de brasileiros evangélicos e especialmente de asiáticos muçulmanos e hindus potenciou a rápida ascensão da extrema-direita. Tal como no resto da Europa ocidental, os debates sobre as relações entre o Estado e a religião são cada vez mais marcados pela questão do Islão. A extrema-direita, intolerante com o Islão mas não com as igrejas evangélicas brasileiras (ultraconservadoras e politicamente engajadas), não apela ao cristianismo, mas à cristandade: distancia-se da hierarquia e da doutrina católicas (<a href="https://www.publico.pt/2026/04/11/sociedade/noticia/jose-ornelas-nao-catolico-defende-discurso-odio-exclusao-2170907">demasiado abertas aos imigrantes e isentas de xenofobia</a>(2)) e exacerba a dimensão identitária da religião, bandeira de guerra contra o «Islão invasor». Um caso aparentemente anedótico, mas ilustrativo: em Fevereiro passado, um deputado de extrema-direita (como outros, próximo de grupos ultraconservadores como o Opus Dei) publicou nas suas redes sociais um vídeo indignando-se histericamente contra um muçulmano rezar no passeio junto ao edifício de um centro missionário católico. Em resposta, o centro católico emitiu um comunicado afirmando «<em>não se rever</em>» na mensagem do deputado, defendendo a «<em>liberdade religiosa</em>», e anunciando que acionara advogados <a href="https://rr.pt/noticia/religiao/2026/02/23/missionarios-espiritanos-demarcam-se-de-publicacao-anti-islao-de-deputado-do-chega/460589/">para que o vídeo fosse retirado</a>(3).</p>
<p>A extrema-direita tem, ao nível da propaganda, agitado as redes sociais com vídeos de cerimónias islâmicas em praças públicas, nas autarquias tem tido um sucesso invejável a travar o financiamento da construção de mesquitas, e no parlamento apresentou a proposta ruidosa, mas dificilmente exequível, de proibir o véu integral. </p>
<p>O inimigo atual do laicismo já não é portanto apenas o clericalismo clássico, mas também o identitarismo neocristão que pretende manter e quiçá aprofundar o privilégio tradicional do catolicismo, não por fidelidade eclesial, mas como manipulação comunitária. </p>
<p>A Associação República e Laicidade mantém-se orientada, há mais de duas décadas, pela defesa e promoção da liberdade de consciência, da igualdade dos cidadãos e do universalismo das leis. Num Portugal descristianizado como nunca ao nível da prática religiosa, mas crescentemente envenenado pela extrema-direita sedenta de tensões identitárias, os desafios mudaram, mas os valores que nos orientam não.</p>
<hr>
<p>(Ricardo Alves, <a href=https://edl.laicite.be/la-laicite-au-portugal-de-lanticlericalisme-a-lanti-identitarisme/><em>Espace de Libertés</em></a>, 13 de Abril de 2026)</p>
<p>(1) Jornal <em>República</em>, 28/1/1975. Também em Francisco Salgado Zenha, «<em>Por uma política de concórdia e grandeza nacional</em>». Editora Perspectivas e Realidades (1976).</p>
<p>(2) «<a href="https://www.publico.pt/2026/04/11/sociedade/noticia/jose-ornelas-nao-catolico-defende-discurso-odio-exclusao-2170907">José Ornelas: não é católico quem defende discurso de ódio ou exclusão</a>» (<em>Público</em>, 12 de Abril de 2026)</p>
<p> (3) «<a href="https://rr.pt/noticia/religiao/2026/02/23/missionarios-espiritanos-demarcam-se-de-publicacao-anti-islao-de-deputado-do-chega/460589/">Missionários Espiritanos demarcam-se de publicação anti-Islão de deputado do Chega</a>» (<em>Rádio Renascença</em>, 23/2/2026)</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Carta aberta da sociedade civil à Comissão Europeia em apoio à iniciativa &#8220;Minha Voz, Minha Escolha&#8221;.</title>
		<link>https://www.laicidade.org/carta-aberta-da-sociedade-civil-a-comissao-europeia-em-apoio-a-iniciativa-minha-voz-minha-escolha/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Feb 2026 18:38:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[União Europeia]]></category>
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					<description><![CDATA[Cara Presidente von der Leyen, Cara Vice-Presidente Mînzatu, Cara Comissária Lahbib, Caro Comissário Várhelyi, Em nome de 170 organizações da sociedade civil que atuam nos 27 Estados membros da UE, apelamos à Comissão Europeia para que responda de forma positiva e decisiva à iniciativa de cidadania europeia &#8220;Minha Voz, Minha Escolha&#8221;. Em particular, instamos a...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Cara Presidente von der Leyen,</p>
<p>Cara Vice-Presidente Mînzatu,</p>
<p>Cara Comissária Lahbib,</p>
<p>Caro Comissário Várhelyi,</p>
<p>Em nome de 170 organizações da sociedade civil que atuam nos 27 Estados membros da UE, apelamos à Comissão Europeia para que responda de forma positiva e decisiva à iniciativa de cidadania europeia &#8220;Minha Voz, Minha Escolha&#8221;. Em particular, instamos a Comissão a comprometer-se a apresentar uma proposta legislativa clara e concreta que estabeleça o apoio financeiro da UE para o acesso a cuidados de aborto seguros e legais na UE, com uma dotação orçamental específica no âmbito do próximo Quadro Financeiro Plurianual.</p>
<p>A iniciativa &#8220;Minha Voz, Minha Escolha&#8221; apresenta uma resposta concreta e estratégica às necessidades urgentes e persistentes de saúde das mulheres em toda a UE. Os dados e as evidências demonstram que as profundas desigualdades continuam a limitar a capacidade das mulheres de acederem a cuidados de aborto seguros e legais nos seus países de residência na UE, e que as mulheres que vivem em algumas partes da UE continuam a ser obrigadas a atravessar fronteiras para aceder a cuidados seguros noutros Estados membros ou a procurar cuidados fora dos quadros legais. Para muitas destas mulheres, as barreiras financeiras representam um sério obstáculo e podem ter consequências muito graves, incluindo danos físicos e psicológicos significativos. Isto mina a dignidade, a igualdade e os direitos fundamentais das mulheres e ameaça seriamente a saúde pública na UE.</p>
<p>Ao responder positivamente à iniciativa &#8220;Minha Voz, Minha Escolha&#8221; e apresentar uma proposta legislativa para um mecanismo financeiro da UE, a Comissão tem agora uma oportunidade crucial para enfrentar essas ameaças, prevenir danos e implementar uma solução concreta a nível da UE. Pode dar uma resposta significativa a nível da UE para enfrentar os desafios enfrentados pelos Estados Membros que desejam auxiliar mulheres de outras partes da UE que necessitam de cuidados relacionados com o aborto, bem como os graves danos sofridos por pacientes que não conseguem ter acesso a este cuidado de saúde essencial nos seus próprios Estados membros.</p>
<p>Conforme sublinhado pela Comissão durante o debate no Parlamento Europeu em 16 de dezembro de 2025, esta iniciativa “não pretende interferir com as leis nacionais sobre o aborto, que permanecem sob a competência nacional”. As medidas para implementar a iniciativa não afetarão as competências ou os sistemas de saúde dos Estados membros. Em vez disso, a iniciativa “Minha Voz, Minha Escolha” propõe uma resposta proporcional a nível da UE através da criação de um mecanismo financeiro que simplesmente permita aos Estados membros que estejam dispostos, de forma voluntária e em plena conformidade com os seus quadros jurídicos e médicos, a prestar cuidados de aborto a mulheres de outras partes da UE, receber apoio financeiro e reembolso da UE por o fazerem. Esta abordagem respeita integralmente o princípio da subsidiariedade e está em consonância com a competência de apoio da UE na área da saúde. Aborda também um desafio transfronteiriço que nenhum Estado Membro consegue resolver eficazmente sozinho. Consequentemente, a Comissão encontra-se numa posição privilegiada para agir.</p>
<p>Mais de um milhão de cidadãos europeus, juntamente com uma clara maioria no Parlamento Europeu, apelaram a uma resposta positiva da Comissão. Exortamos-vos a honrar este claro mandato democrático e a defender os compromissos da UE em matéria de igualdade de género, saúde pública, direitos humanos e liberdade de circulação. Fazê-lo salvará vidas e reduzirá o sofrimento.</p>
<p>Carta subscrita pela Associação República e Laicidade e mais 170 associações europeias &#8211; <a href=https://reproductiverights.org/news/civil-society-open-letter-european-commission-my-voice-my-choice/>ler a carta no original e a lista de associações</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Carta aberta em resposta à ordem executiva que retira os EUA de organizações, convenções e tratados internacionais</title>
		<link>https://www.laicidade.org/carta-aberta-em-resposta-a-ordem-executiva-que-retira-os-eua-de-organizacoes-convencoes-e-tratados-internacionais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jan 2026 13:56:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Humanismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.laicidade.org/?p=5950</guid>

					<description><![CDATA[A Associação República e Laicidade subscreveu, em conjunto com dezenas de outras organizações laicistas e humanistas, uma carta aberta em resposta à ordem executiva que retira os Estados Unidos de organizações, convenções e tratados internacionais. Pode ler a carta na íntegra neste link.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Associação República e Laicidade subscreveu, em conjunto com dezenas de outras organizações laicistas e humanistas, uma carta aberta em resposta à ordem executiva que retira os Estados Unidos de organizações, convenções e tratados internacionais.<br />
Pode ler a carta na íntegra <a href=https://humanists.international/pt/advocacy-statement/an-open-letter-in-response-to-executive-order-withdrawing-the-united-states-from-international-organizations-conventions-and-treaties/>neste link</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Numa escola laica não há cerimónias religiosas</title>
		<link>https://www.laicidade.org/numa-escola-laica-nao-ha-cerimonias-religiosas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Dec 2025 18:36:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Laicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Lei da Liberdade Religiosa]]></category>
		<category><![CDATA[R&L/Cartas e petições]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.laicidade.org/?p=5930</guid>

					<description><![CDATA[A associação protestou junto da Presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária Jaime Moniz (Funchal), pela realização de uma cerimónia religiosa no espaço escolar e em tempo letivo. A associação escreveu também ao Diretor Regional de Educação da Madeira pedindo que tome providências para que esta situação não se repita. Na ausência de resposta, admitimos...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A associação protestou junto da <a href=https://www.laicidade.org/wp-content/uploads/2025/12/Carta-Jaime-Moniz.pdf>Presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária Jaime Moniz</a> (Funchal), pela realização de uma cerimónia religiosa no espaço escolar e em tempo letivo. A associação escreveu também ao <a href=https://www.laicidade.org/wp-content/uploads/2025/12/Carta-DREM.pdf>Diretor Regional de Educação da Madeira</a> pedindo que tome providências para que esta situação não se repita. Na ausência de resposta, admitimos apelar a outras instâncias.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Carta à CLR sobre a missa ilegal promovida pelo presidente da Câmara de Lisboa</title>
		<link>https://www.laicidade.org/carta-a-clr-sobre-a-missa-ilegal-promovida-pelo-presidente-da-camara-de-lisboa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Dec 2025 12:47:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lei da Liberdade Religiosa]]></category>
		<category><![CDATA[R&L/Cartas e petições]]></category>
		<category><![CDATA[Laicidade]]></category>
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					<description><![CDATA[A associação escreveu à Comissão de Liberdade Religiosa denunciando a ilegalidade cometida pela Câmara Municipal de Lisboa ao integrar na sua atividade oficial uma missa por uma tuneladora. Pode ler a carta enviada, para a qual aguardamos resposta.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A associação escreveu à Comissão de Liberdade Religiosa denunciando a ilegalidade cometida pela Câmara Municipal de Lisboa ao integrar na sua atividade oficial uma missa por uma tuneladora. Pode ler a <a href=https://www.laicidade.org/wp-content/uploads/2025/12/Carta-CLR.pdf>carta enviada</a>, para a qual aguardamos resposta.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Eleição presidencial: o nosso questionário aos candidatos</title>
		<link>https://www.laicidade.org/eleicao-presidencial-o-nosso-questionario-aos-candidatos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Dec 2025 11:07:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Laicidade]]></category>
		<category><![CDATA[R&L/Cartas e petições]]></category>
		<category><![CDATA[República]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.laicidade.org/?p=5890</guid>

					<description><![CDATA[A associação escreveu aos candidatos à eleição presidencial colocando questões sobre a República e a Laicidade. As seguintes. 1. Que papel desempenha na fundamentação da sua atividade política a defesa dos valores republicanos, nomeadamente da laicidade do Estado? 2. Que papel deve desempenhar o Presidente da República no combate contra os preconceitos étnicos, raciais, religiosos,...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A associação escreveu aos candidatos à eleição presidencial colocando questões sobre a República e a Laicidade. As seguintes.</p>
<p><em>1.	  Que papel desempenha na fundamentação da sua atividade política a defesa dos valores republicanos, nomeadamente da laicidade do Estado?</p>
<p>2.	 Que papel deve desempenhar o Presidente da República no combate contra os preconceitos étnicos, raciais, religiosos, ou de género, que persistem na sociedade portuguesa?</p>
<p>3.	 É favorável à revogação da Concordata?</p>
<p>4.	 É favorável à revisão da Lei da Liberdade Religiosa de forma que esta seja aplicável à igreja católica, e abolindo os privilégios das comunidades religiosas?</p>
<p>5.	 É favorável ao fim da educação religiosa na escola pública, que neste momento é subsidiada pelo Estado e permite até que os professores da maior confissão religiosa ascendam a posições executivas nos agrupamentos escolares?</p>
<p>6.	 Promulgaria uma lei sobre a legalização da morte assistida, desde que não existam dúvidas constitucionais?</p>
<p>7.	 Promulgaria uma lei que restrinja gravemente o acesso à nacionalidade pelo direito de solo?</em></p>

<p>Pode ler o documento <a href=https://www.laicidade.org/wp-content/uploads/2025/12/Carta-Presidencial.pdf>neste link</a>. As respostas serão divulgadas à medida que cheguem.</p>

<br>
<ul>
<li><a href=https://www.laicidade.org/wp-content/uploads/2026/01/Catarina-Martins.pdf>Resposta de Catarina Martins</a></li>
<li><a href=https://www.laicidade.org/wp-content/uploads/2025/12/Humberto-Correia.pdf>Resposta de Humberto Correia</a></li>
<li><a href=https://www.laicidade.org/wp-content/uploads/2026/01/Jorge-Pinto.pdf>Resposta de Jorge Pinto</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Questionário aos partidos concorrentes aos municípios de Lisboa, Porto, Braga e Oeiras</title>
		<link>https://www.laicidade.org/questionario-aos-partidos-concorrentes-aos-municipios-de-lisboa-porto-braga-e-oeiras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Sep 2025 19:02:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[R&L/Cartas e petições]]></category>
		<category><![CDATA[Laicidade]]></category>
		<category><![CDATA[República]]></category>
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					<description><![CDATA[A Associação República e Laicidade escreveu aos partidos e listas independentes concorrentes às Câmaras Municipais de Lisboa, Porto, Braga e Oeiras colocando questões sobre a centralidade dos valores republicanos e laicos nas propostas políticas autárquicas, sobre a inclusão de atos religiosos em cerimónias autárquicas, e sobre o financiamento da construção de templos religiosos. Em cada...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Associação República e Laicidade escreveu aos partidos e listas independentes concorrentes às Câmaras Municipais de Lisboa, Porto, Braga e Oeiras colocando questões sobre a centralidade dos valores republicanos e laicos nas propostas políticas autárquicas, sobre a inclusão de atos religiosos em cerimónias autárquicas, e sobre o financiamento da construção de templos religiosos. Em cada município, há pelo menos uma pergunta de âmbito local.</p>
<p>Pode ler, desde já, os questionários enviados. As respostas serão publicadas e classificadas, para esclarecer os cidadãos quanto ao posicionamento das forças políticas perante os valores republicanos e laicos.<br />
</p>
<ul>
<li><a href=https://www.laicidade.org/wp-content/uploads/2025/09/Carta-Lisboa.pdf>Carta aos candidatos à Câmara Municipal de Lisboa</a></li>
<li><a href=https://www.laicidade.org/wp-content/uploads/2025/09/Carta-Porto.pdf>Carta aos candidatos à Câmara Municipal do Porto</a></li>
<ul>
<li><a href=https://www.laicidade.org/wp-content/uploads/2025/09/Resposta-LIVRE.pdf>Resposta do LIVRE</a></li>
<li><a href=https://www.laicidade.org/wp-content/uploads/2025/09/Resposta-Volt-Porto.pdf>Resposta do Volt</a></li>
</ul>
<li><a href=https://www.laicidade.org/wp-content/uploads/2025/09/Carta-Braga.pdf>Carta aos candidatos à Câmara Municipal de Braga</a></li>
<ul>
<li><a href=https://www.laicidade.org/wp-content/uploads/2025/09/Resposta-ADN-Braga.pdf>Resposta do ADN</a></li>
</ul>
<li><a href=https://www.laicidade.org/wp-content/uploads/2025/09/Carta-Oeiras.pdf>Carta aos candidatos à Câmara Municipal de Oeiras</a></li>
<ul>
<li><a href=https://www.laicidade.org/wp-content/uploads/2025/10/Resposta-CDU.pdf>Resposta da CDU</a></li>
<li><a href=https://www.laicidade.org/wp-content/uploads/2025/09/Resposta-Evoluir-Oeiras.pdf>Resposta da Coligação EVOLUIR OEIRAS</a></li>
</ul>
</ul>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Carta à Câmara Municipal de Loures contra o financiamento de duas comunidades religiosas</title>
		<link>https://www.laicidade.org/carta-a-camara-municipal-de-loures-contra-o-financiamento-de-duas-comunidades-religiosas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Aug 2025 20:20:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Laicidade]]></category>
		<category><![CDATA[R&L/Cartas e petições]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.laicidade.org/?p=5830</guid>

					<description><![CDATA[A associação escreveu ao presidente da Câmara Municipal de Loures protestando contra o financiamento camarário de duas comunidades religiosas locais. Pode ler a carta aqui.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A associação escreveu ao presidente da Câmara Municipal de Loures protestando contra o financiamento camarário de <a href=https://observador.pt/especiais/ricardo-leao-aprova-150-mil-euros-para-apoiar-igreja-de-justin-bieber-hillsong-esta-envolta-em-polemica-a-nivel-internacional/>duas comunidades</a> <a href=https://executivedigest.sapo.pt/noticias/camara-de-loures-aprova-subsidio-de-150-mil-euros-para-polemica-igreja-dos-famosos/>religiosas locais</a>.</p>
<p><a href=https://www.laicidade.org/wp-content/uploads/2025/08/CartaCM-Loures.pdf>Pode ler a carta aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
