República

25 de Abril - 34 anos

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Conferência «Do 28 de Janeiro ao 5 de Outubro»

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Disponibiliza-se o texto da conferência de Francisco Carromeu na Biblioteca Museu República e Resistência, no dia 29 de Janeiro:

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«Do 28 de Janeiro ao 5 de Outubro», conferência no dia 29 de Janeiro

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CONFERÊNCIA

«DO 28 de JANEIRO AO 5 DE OUTUBRO»,

por

FRANCISCO CARROMEU,


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na

Biblioteca Museu República e Resistência (Espaço Cidade Universitária, em Lisboa), no dia 29 de Janeiro às 18 horas e 30 minutos, organizada pela ASSOCIAÇÃO REPÚBLICA E LAICIDADE.

RESUMO

Esta conferência assinala o primeiro centenário do movimento republicano de 28 de Janeiro de 1908, lembrando o pulsar político e social de um país então à procura de quadro institucional coerente. Atravessa o período da repressão do 28 de Janeiro e do regicídio que se lhe seguiu no quadro da ditadura de João Franco, entre outros momentos decisivos do final da monarquia.

NOTA BIOGRÁFICA

Francisco Carromeu é professor, licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, autor de um muito completo «Dicionário da Carbonária» (no prelo), e doutorando da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

A Biblioteca Museu República e Resistência fica na Rua Alberto Sousa, 10 A, Zona B do Rego, em Lisboa. Mapa com a localização da Biblioteca Museu República e Resistência

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Quando a República apoia os que a querem destruir

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Excelentíssimo Senhor Chefe do Estado-Maior do Exército,

Senhor General José Luís Pinto Ramalho,

Rua Museu de Artilharia

1149-065 Lisboa


Excelentíssimo Senhor Ministro da Defesa Nacional,

Senhor Professor Doutor Nuno Severiano Teixeira,

Ministério da Defesa Nacional

Avenida Ilha da Madeira, 1

1400-204 Lisboa


  1. A Associação República e Laicidade tomou conhecimento de que está anunciada a participação do Regimento de Lanceiros, no dia 1 de Fevereiro de 2008, numa manifestação política de cariz monárquico, na Praça do Comércio (Lisboa), estando também anunciada a participação, na mesma manifestação monárquica, da Fanfarra do Exército e do Colégio Militar. No dia 31 de Janeiro de 2008, está igualmente anunciada a participação do Grupo de Música de Câmara da Banda Sinfónica do Exército numa conferência de homenagem ao rei Carlos I, na Universidade Católica, conferência essa que se integra no mesmo conjunto de manifestações monárquicas organizadas por entidades da sociedade civil.

  2. A Associação República e Laicidade vem, pela presente carta, manifestar-lhe a sua mais veemente indignação e repúdio pela participação de estruturas das Forças Armadas da República em manifestações políticas que têm como finalidade última a substituição do regime republicano vigente por uma monarquia. É inadmissível que parte das Forças Armadas, obrigadas que estão a respeitar a Constituição e as instituições republicanas e democráticas, participe em movimentações sectárias que visam destruir a ordem republicana. Pedimos-lhe, portanto, que considere os graves inconvenientes de permitir a participação das Forças Armadas nas referidas manifestações.


Com os meus melhores cumprimentos,

A bem da República,

Ricardo Alves

(Secretário da Direcção da Associação República e Laicidade)


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Comemoração dos 97 anos do estabelecimento da República

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5 de Outubro de 1910

5 de Outubro de 2007

CONVITE

a

COMISSÃO PERMANENTE dos CENTROS ESCOLARES REPUBLICANOS

convida os portugueses a comemorar mais um aniversário da Revolução de 5 de Outubro com o seguinte programa:

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Dia 4 de Outubro

21:00 h

Sarau de abertura das comemorações no Teatro Villaret (Lisboa).

Dia 5 de Outubro

10:00 h

Concentração junto à estátua de António José de Almeida (Lisboa) para depositar uma coroa de flores em gesto de homenagem ao grande tribuno e fundador da Primeira República.

Concerto pela Banda da Armada no Jardim da Parada (Jardim Maria da Fonte), em Campo de Ourique (Lisboa). 

10:30 h

Romagem ao Cemitério do Alto de S. João (Lisboa) para recordar e homenagear os revolucionários e os políticos da Primeira República.

11:00 h

Sessão Oficial no salão nobre da Câmara Municipal de Lisboa (Praça do Município).

13:30 h

Almoço de Confraternização na Escola de Saúde Militar (Campo de Ourique, Lisboa), antigo Quartel de Sapadores de Caminho de Ferro / Infantaria 16.

[preço: 10,00 € / pessoa]

16:30 h

Concerto pela Orquestra Ligeira do Exército no Jardim da Parada (Jardim Maria da Fonte), em Campo de Ourique (Lisboa).

Inscrições até ao dia 1 de Outubro, o mais tardar,

  • para o telefone : 218867603 e/ ou
  • para o e mail: mhelenacorrea@sapo.pt

acesso a: Carta da Comissão Permanente dos Centros Republicanos (pdf)

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Aquilino Ribeiro no Panteão Nacional

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MESTRE AQUILINO RIBEIRO NO PANTEÃO NACIONAL

Na ocasião em que os restos mortais de Mestre Aquilino Ribeiro são transladados para o Panteão Nacional, a associação cívica República e Laicidade (R&L) recorda-o aqui na qualidade de grande escritor – seguramente um dos maiores do século XX , bem como na de republicano, de democrata e de tenaz resistente contra a ditadura salazarista.

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Aquilino Ribeiro na Livraria Bertrand, em Lisboa (1938)

ver: biografia de Aquilino Ribeiro | doc/R&L (pdf)

Aproveita-se para também assinalar aqui que, entre outras personalidades notáveis da vida portuguesa injustamente ausentes do Panteão Nacional, avultam Afonso Costa (1871-1937) e António José de Almeida (1866-1929).

Ver (em jornal «Público») as figuras que repousam no Panteão Nacional.

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«25 de Abril» reprimido a… 25 de Abril !!! (2)

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FALTA UMA EXPLICAÇÃO:

MANIFESTANTES ANTIFASCISTAS VIOLENTAMENTE REPRIMIDOS A 25 DE ABRIL!

1 - OS FACTOS EM SEQUÊNCIA (tal como os conseguimos apurar):

1.1 - Em Lisboa, no âmbito das comemorações do 25 de Abril e no seguimento da «grande manifestação» que, como é costume, desceu a Avenida da Liberdade, foi prevista (sem prévia oficialização junto do Governo Civil) a organização e o desfile, entre a Praça da Figueira e o Largo do Camões, de uma «manifestação anti-autoritária» contra o Fascismo e o Capitalismo; uma demonstração que pudesse constituir um veemente protesto contra as expressões públicas (xenófobas e não só), quer do partido PNR, quer de agrupamentos neo-nazis/fascistas que lhe estão próximos.


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cartaz de convocação da manifestação

 

Praça da Figueira: início da manifestação

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Largo do Camões: termo da manifestação

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1.2 - Desfeita a manifestação, quando uma parte das pessoas que nela se tinham integrado, depois de percorrerem a Rua Garrett, desciam informalmente a Rua do Carmo, em direcção ao Rossio, depararam com forte aparato policial a barrar a saída inferior daquela via

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1.3 - Quando se aperceberam da situação de impasse, os manifestantes ainda tentaram retroceder e subir de novo a rua; contudo, estavam encurralados por um segundo corpo policial que, entretanto, se tinha posicionado no cimo da calçada do Carmo.

1.4 - Sem que tivesse sido tentada qualquer diligência tendente a resolver a situação de modo ordeiro e pacífico, sem que tivesse sido feito qualquer tipo de aviso prévio, os manifestantes antifascistas bem como os transeúntes que, àquela hora, estavam no local foram então objecto de uma brutal carga dos agentes da polícia anti-motim.


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acesso a relatos e imagens:

1.5 - As descrições e explicações fornecidas pela polícia relativamente a estes acontecimentos referem um conjunto de distúrbios «pichagem» de paredes e de montras, quebra de uma vitrina, lançamento de «verylights»… provocados pelos manifestantes, bem como uma sua suposta e antecipadamente conhecida (!?) intenção de assalto à sede do PNR (na Rua da Prata) como sendo os justificativos da «intervenção policial preventiva». Referem também uma posterior apreensão de bastões de madeira e metal, bem como de «cocktails molotov».

1.6 - Os relatos «civis» entretanto vindos a público, quer na imprensa, quer em muitos espaços da «blogosfera», sem ocultarem os «excessos» cometidos pelos manifestantes (pintura da parede, etc.), sem escamotearem a intenção de se manifestarem em frente à sede do PNR, deixam contudo à responsabilidade das forças policiais o lançamento dos «verylights», a quebra da vitrina e, sobretudo, a violência brutal de uma intervenção que terá sido pautada pelo «mote» (gritado no início da pancadaria pelo comandante da força policial) “é o que vocês merecem, «comunas» de merda; merecem é levar nos cornos…!!!”. Acresce ainda que vários testemunhos referem a existência de «agentes (policiais) infiltrados» que, a dado momento, se terão virado contra os manifestantes – e sugerem a organização premeditada de uma «operação punitiva» (compensação pela recente repressão aos neo-nazis/fascistas?)…

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dois dos (supostos) «agentes (policiais) infiltrados»

2 - ALGUMAS QUESTÕES QUE SE IMPÕE LEVANTAR

Do confronto do discurso «policial/oficial» com os relatos «civis» ressaltam várias incongruências ainda não cabalmente esclarecidas, algumas questões ainda não suficientemente respondidas e, designadamente, as seguintes:

  • porquê a carga da polícia sem aviso prévio? quem a ordenou? estava antecipadamente prevista? por quem? com que objectivo?
  • porque não se tentou obviar aos comportamentos eventualmente excessivos dos manifestantes de modo ordeiro, pacífico e pacificador?
  • quem afinal disparou os «verylights», os manifestantes ou a polícia? que manifestantes? que agentes da polícia?
  • a quem se deveu, afinal, a quebra da montra? aos manifestantes? à carga policial?
  • terá sido mesmo gritada a frase “é o que vocês merecem…!!!”? quem a gritou? em que qualidade?
  • os supostos «bastões» de madeira e metal seriam isso mesmo ou não passariam, afinal, de meros «paus de bandeira»?
  • haveria mesmo «cocktails molotovs» nas mãos dos manifestantes? quem os detinha?
  • haveria mesmo «agentes infiltrados» entre os manifestantes? eram efectivamente da polícia? eram meros provocadores? a que título se infiltraram entre os manifestantes? com que objectivos? que papel tiveram em todo o desenrolar da «operação»?

3 - O QUE SE ESPERA

Como é óbvio, para responder cabalmente a todas as dúvidas e questões que podem ser suscitadas pelos acontecimentos que mancharam as comemorações de 25 de Abril passado não são suficientes, nem as explicações públicas que a PSP divulgou pelos meios de comunicação social, nem as declarações que a Plataforma Antiautoritária contra o Fascismo e o Capitalismo também distribuíu.

acesso a:

Esperamos, assim, que este assunto seja devidamente assumido pelo Ministério Público (Procuradoria Geral da República) e que, depois de devidamente investigado e informado, seja formalmente julgado e venha a ser objecto de veredicto de um juiz, com as adequadas condenações disciplinares e/ou penais a todos os prevaricadores.

acesso a: Decreto-Lei nº 406/74 [Direito de Reunião e Manifestação]

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«25 de Abril» reprimido a… 25 de Abril !!!

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O «25 DE ABRIL» VIOLENTAMENTE REPRIMIDO A… 25 DE ABRIL!!!

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Se bem que os relatos já disponíveis ainda sejam muito incompletos e confusos, do que já se sabe, há que convir que os graves acontecimentos que, no seguimento da manifestação comemorativa do 25 de Abril, ontem ocorreram, no Chiado, em Lisboa, requerem uma urgente e cabal explicação, quer da parte das forças policiais intervenientes, quer da parte do ministro da tutela.

Logo que possível, serão disponibilizados neste espaço mais fotos dos acontecimentos de ontem, bem como outras informações eventualmente relevantes para fazer luz sobre este assunto.

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Porventura relevante na apreciação destes acontecimentos, será o discurso feito pelo Presidente da República Portuguesa na sessão solene comemorativa da Revolução dos Cravos que ontem teve lugar na Assembleia da República; discurso onde Aníbal Cavaco Silva apelou aos “jovens que nasceram e cresceram em democracia”, incitando-os abertamente a ser inconformistas e a não se resignarem.

acesso a: documento original / doc/R&L (pdf)

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25 de Abril - 33 anos

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… tal como no poema de Paul Éluard de que aqui se deixa esta versão traduzida:

 

LIBERDADE

Nos meus cadernos de aluno / Na minha carteira e nas árvores  / Nos areais e na neve / Escrevo o teu nome

Em todas as páginas lidas / Em todas as páginas brancas / Pedra sangue papel cinza / Escrevo o teu nome

Sobre as imagens douradas / Nos estandartes guerreiros / Tal como na coroa dos reis / Escrevo o teu nome

Nas selvas e no deserto / Nos ninhos e nas giestas / No eco da minha infância / Escrevo o teu nome

Nas maravilhas das noites / No pão branco dos dias / Nas estações enlaçadas / Escrevo o teu nome

Nos meus farrapos de azul / No pântano sol alterado / No lago luar vivente / Escrevo o teu nome

Nos campos do horizonte / Sobre umas asas de pássaro / Sobre o moinho das sombras / Escrevo o teu nome

Em cada sopro de aurora / Na água do mar e nos barcos / Na serrania demente / Escrevo o teu nome

Na clara espuma das nuvens / Nos suores da tempestade / Na chuva insípida e espessa / Escrevo o teu nome

Nas formas resplandecentes / Nos sinos de muitas cores / Sobre a verdade da física / Escrevo o teu nome

Nas veredas bem despertas / Nos caminhos descerrados / Nas praças que se extravasam / Escrevo o teu nome

Na lâmpada que se alumia / Na lâmpada que se apaga / Nas minhas casas unidas / Escrevo o teu nome

No fruto partido em dois / do meu espelho e do meu quarto / Na cama concha vazia / Escrevo o teu nome

No meu cão guloso e meigo / Nas suas orelhas erguidas / Na sua pata sem jeito / Escrevo o teu nome

Na soleira desta porta / Nas coisas familiares / Na língua de puro fogo / Escrevo o teu nome

Em toda a carne que tive / Na fronte dos meus amigos / Em cada mão que se estende / Escrevo o teu nome

Na vidraça das surpresas / Nos lábios que estão atentos / Muito acima do silêncio / Escrevo o teu nome

Nos meus refúgios desfeitos / Nos meus faróis aluídos / Nas paredes do meu tédio / Escrevo o teu nome

Na ausência sem desejo / Na solidão despojada / Na escadaria da morte / Escrevo o teu nome

Sobre a saúde refeita / Sobre o perigo dissipado / Sobre a esperança esquecida / Escrevo o teu nome

E pelo poder da palavra / Recomeço a minha vida / Nasci para te conhecer / Nasci para te nomear

Liberdade

acesso ao texto original com tradução portuguesa doc/R&L (pdf)

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Aniversário do CERAR

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O Centro Escolar Republicano Almirante Reis (CERAR) irá celebrar o seu 96º aniversário no próximo sábado, dia 21 de Abril. Todos os interessados, quer sejam associados, quer sejam meros simpatizantes da Associação República e Laicidade, serão bem vindos. O programa das celebrações consta de uma palestra de José Zaluar Basílio sobre a Implantação da República (às 18 horas), e de um jantar (às 20 horas). Estará também patente uma exposição sobre a história do CERAR e a sua relação com os últimos 100 anos da história portuguesa.


CERAR

As inscrições podem ser efectuadas por correio electrónico para rjgalves2001@yahoo.com.

O CERAR fica na Rua do Benformoso, nº50, na Mouraria (em Lisboa).

ver: localização do CERAR

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