Protocolo de Estado

se não fossemos um país laico… (2)

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No «Jornal Torrejano», José Ricardo Costa publicou um  lúcido comentário “O Milagre” ao gesto beato de José Sócrates na cerimónia de inauguração do Centro Escolar de S. Martinho de Mouros, em Resende.

Entre outras considerações, o articulista refere que “isto é muito mais do que propaganda ou simples bênção de uma qualquer EB2,3, perdida algures, no Portugal profundo. É o catolicismo tridentino no seu esplendor aplicado à educação”… e constata ainda que em Portugal, é a fé, o crer, que nos salva, e não a filosofia, a matemática, a física ou a história”…

acesso a: doc/R&L (pdf)

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E como seria se não fossemos um país laico ?

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O jornal Público traz hoje, na primeira página, esta espantosa foto (flagrante) do nosso primeiro ministro em momento de íntimo recolhimento confessional durante uma cerimónia pública… e… oficial…! [inauguração do Centro Escolar de S. Martinho de Mouros, em Resende]

foto de Paulo Ricca

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Cabe aqui perguntar: como seria se Portugal não fosse um Estado laico?

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O Trono e o Altar na RTP - clericalismo republicano (!?)

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O TRONO E O ALTAR E A RTP

As cerimónias oficiais da inauguração do novo Centro de Produção da RTP, inseridas nas comemorações do 50.º aniversário daquilo que deveria ser a nossa «televisão pública» foram, uma vez mais, motivo de expressão do arreigado clericalismo de que o nosso regime republicano (!?), às suas mais  altas instâncias, teima em não se saber libertar.

Na ocasião por ironia? , Cavaco Silva fez discurso a alertar para o facto de a RTP dever ter “especiais exigências de rigor e imparcialidade”

acesso a notícia: documento/R&L

Para quem não viu a reportagem, aqui fica um breve registo em sequência fotografica:

 
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Recorte de imprensa - Público [25/09/02]

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EM QUE FICAMOS ? 

Santana Castilho, na sua coluna semanal do jornal Público, avança a pergunta pertinente:

(…)

5. Em que ficamos no que toca ao princí­pio da não confessionalidade das cerimónias oficiais? É correcto que, apesar das recentes disposições sobre a matéria, se proceda à bênção católica das instalações escolares inauguradas, como aconteceu recentemente no conselho de Faro, em presença do primeiro­ ministro?

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R&L/imprensa - Público [16/09/06]

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O PROTESTO

REPÚBLICA E LAICIDADE CONTRA BENÇÃO DE ESCOLA NO ALGARVE

A associação cívica República e Laicidade classificou como uma violação do princípio da não confessionalidade nas cerimónias oficiais do Estado a bênção católica de uma escola pública no Algarve, na terça-feira, em que participaram membros do Governo. Em causa está o facto de esse acto oficial – presidido pelo primeiro-ministro e em que participou a ministra da Educação – ter envolvido a bênção católica das instalações, segundo um comunicado da associação. “Este facto é tanto mais grave quanto é recente a criação de legislação que esclarece os termos, assumidamente não confessionais, por que se deve reger o Protocolo de Estado”, diz a associação. A República e Laicidade defende, entre outros pontos, uma “clara separação entre o Estado português e a Igreja Católica ou qualquer outra organização de cariz religioso, ideológico ou filosófico” e “opõe-se a qualquer prática de rituais religiosos” nas escolas públicas. Foi esta associação que, em 2005, se insurgiu contra a presença de crucifixos nas escolas.

[jornal «Público», 16/09/06, p.18]

 

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R&L/imprensa - Primeiro de Janeiro [16/09/06]

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VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA NÃO CONFESSIONALIDADE

A associação cívica «República e Laicidade» classificou como uma violação do princípio da não confessionalidade a bênção católica de uma escola pública no Algarve, na passada terça-feira, nas cerimónias oficiais do Estado em que participaram membros do Governo. Em causa está o facto de esse acto oficial – presidido pelo primeiro-ministro e em que participou a ministra da Educação – ter envolvido a bênção católica das instalações. Segundo um comunicado da «República e Laicidade», emitido ontem, “este facto é tanto mais grave quanto é recente a criação de legislação que esclarece os termos, assumidamente não confessionais, por que se deve reger o Protocolo de Estado”.

aceder à notícia: documento original / arquivo R&L (pdf) 

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Recorte de Imprensa - Diário de Notícias [15/09/2006]

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A ESQUERDA BENZIDA

Em interessante reflexão publicada no jornal «Diário de Notícias» sob o título aqui acima reproduzido [DN-15/09/06], Fernanda Câncio vem fazer-nos notar que:

(…)

Neste mandar da laicidade às urtigas, apanágio de todos os governos e presidentes da democracia (e candidatos a tal), o primeiro Executivo PS de maioria absoluta, que se intitula da “esquerda moderna”, não destoa. Ante a polémica dos crucifixos nas salas de aula, afirmou que “a escola é laica” mas os símbolos só saíam “a pedido”, não fosse alguém sentir-se com a sua abrupta (30 anos 30 após a Constituição ter estabelecido a não confessionalidade do ensino público) retirada. Perante o fim da obrigatoriedade concordatária de capelanias católicas nas Forças Armadas, nos hospitais e nas prisões, está há um ano a “estudar” o estabelecer da igualdade religiosa nesta matéria enquanto tudo fica na mesma. E, em perfeito inverso da “escandalosa” postura de Zapatero, viu–se, esta semana, na inauguração de uma escola pública que teve direito a bênção de um padre (!), o primeiro-ministro português persignar-se.

concluindo que:

Quer releve de convicção quer de uma noção voluntarista de gentileza, o gesto ignora a distinção entre a esfera privada da vida de um chefe de Governo e a encenação pública da sua presença oficial, relegando a separação entre Igreja e Estado para as questões irrelevantes. É pena: cumprir assim a “tradição” é “limitar-se” a falhar a modernidade.

aceder ao texto integral: documento original / arquivo R&L (pdf)

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R&L/imprensa - Observatório do Algarve [15-09-06]

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BÊNÇÃO DE ESCOLA ALGARVIA VIOLOU PRINCÍPIO DA NÃO CONFESSIONALIDADE

A associação cívica República e Laicidade classificou hoje como uma violação do princípio da não confessionalidade nas cerimónias oficiais do Estado a bênção católica de uma escola pública no Algarve, terça-feira, em que participaram membros do Governo.

Em causa está o facto de esse acto oficial - presidido pelo primeiro-ministro e em que participou a ministra da Educação - ter envolvido a bênção católica das instalações, segundo um comunicado da República e Laicidade (R&L).

“Este facto é tanto mais grave quanto é recente a criação de legislação que esclarece os termos, assumidamente não confessionais, por que se deve reger o Protocolo de Estado”, diz a associação.

A Associação República e Laicidade defende, entre outros pontos, uma “clara separação entre o Estado Português e a Igreja Católica ou qualquer outra organização de cariz religioso, ideológico ou filosófico” e “opõe-se a qualquer prática de rituais religiosos” nas escolas públicas.

A escola básica inaugurada, em Conceição de Faro, representa um investimento de 972 mil euros e terá três salas de pré-escolar, com capacidade para 75 crianças, e seis salas do 1º ciclo, para 150 alunos.

O novo estabelecimento de ensino dispõe de salas de estudo, biblioteca, sala de informática, sala de professores, polivalente e refeitório.

aceder a artigo: documento original / arquivo R&L (pdf) 

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R&L/imprensa - SIC [15/09/06]

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GOVERNO CRITICADO POR BÊNÇÃO DE ESCOLA

Associação acusa Executivo de violar princípio da não confessionalidade

O Governo está a ser criticado por causa de uma bênção católica na inauguração de uma escola, no Algarve. A Associação República e Laicidade acusa o Executivo de violar o princípio da não confessionalidade nas cerimónias oficiais do Estado.

A escola foi inaugurada na terça-feira passada, em Conceição de Faro, com a presença do primeiro-ministro e da Ministra da Educação.

“Este facto é tanto mais grave quanto é recente a criação de legislação que esclarece os termos, assumidamente não confessionais, por que se deve reger o Protocolo de Estado”, diz a associação.

A Associação República e Laicidade defende, entre outros pontos, uma “clara separação entre o Estado Português e a Igreja Católica ou qualquer outra organização de cariz religioso, ideológico ou filosófico” e “opõe-se a qualquer prática de rituais religiosos” nas escolas públicas.

aceder à notícia: documento original / arquivo R&L (pdf)

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R&L/comunicado - Protocolo de Estado… e não só !

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Protocolo de Estado… e não só!

A Associação Cívica República e Laicidade (R&L) congratula-se com a recente aprovação, em comissão parlamentar, da «Lei do Protocolo de Estado», entendendo que tal norma vem clarificar — de vez, espera-se — um dos aspectos da tradução prática do princípio constitucional republicano que estabelece que o Estado e as Igrejas devem ser/estar devidamente (laicamente) separados.

1. A iniciativa legislativa que aí conduziu terá, aparentemente, surgido no seguimento ao «reparo» que a Associação R&L tornou público depois da cerimónia de tomada de posse do actual Presidente da República, cerimónia essa onde o Cardeal de Lisboa foi protocolarmente sentado junto dos ex-Presidentes da República.

2. Lamentavelmente, porém, a Associação R&L constata também que o «Protocolo de Estado», agora em vias de definição legal, ainda salvaguarda a possibilidade da atribuição de lugares de destaque a representantes de instituições religiosas nas cerimónias públicas do Estado, fazendo depender o seu «ordenamento protocolar» da respectiva «representatividade de implantação» (?)…

3. A esse propósito a Associação R&L faz notar que ao Estado, desejavelmente incompetente em matérias de convicção por força da sua laicidade, deverá obviamente estar vedada a avaliação dessa mesma representatividade.

A bem da República.

Luis Mateus (Presidente), Ricardo Alves (Secretário)

[Comunicado enviado à imprensa a 20/07/06]

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