E como seria se não fossemos um país laico ?

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O jornal Público traz hoje, na primeira página, esta espantosa foto (flagrante) do nosso primeiro ministro em momento de íntimo recolhimento confessional durante uma cerimónia pública… e… oficial…! [inauguração do Centro Escolar de S. Martinho de Mouros, em Resende]

foto de Paulo Ricca

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Cabe aqui perguntar: como seria se Portugal não fosse um Estado laico?

14 Comments

  • Baltasar wrote:

    E porque não o 1º ministro benzer-se? Não se identifica a maioria portuguesa com a tradição católica? Ser laico equivale a assumir uma posição indiferente perante a realidade naqual vivemos? Quer se goste quer não, a esmagadora maioria da população da na nossa nação indentifica-se com a fé católica.

  • Baltasar wrote:

    E porque não o sr. 1º ministro benzer-se? Não se identifica a maioria da população portuguesa com a tradição catolica? Acho bem!

  • Porque está ali na qualidade de 1º ministro de TODOS os portugueses… (ou só dos católicos?)

    Não percebe que há questões de etiqueta e protocolo? Ou quer que os organismos da républica portuguesa demonstrem tratamento diferençiado dos cidadãos conforme as crenças pessoais dos titulares e funcionários?

    Não quer pois não? Mas a realidade é que é assim…

    Cospem na cara de todos nós…

    Quer seja para demonstrarem de punho no peito que são mais santos que os outros, quer seja para nos adularem para votos, quer seja para ganho pessoal.

    À mulher de césar não só se pede que seja isenta e honesta, tem que parecê-lo infelizmente.

    Já agora, não acha que no espírito da sua crítica, a igreja não devia permitir que outros grupos e crenças religiosas fizessem uso dos seus templos? Olhe, por exemplo, os satanistas tem um gosto enorme por instalações católicas… Porque não lhes dar acesso no interesse da multiculturalidade?

  • Isto é simplesmente uma foto infeliz mal interpretada. O 1º Ministro não está a benzer-se.
    Até porque o 1º ministro não é católico, bem o sabe quem sobre isso se queira inteirar sem parcialidade.
    O primeiro discurso que lhe ouvi, foi em Castelo Branco, já há uns bons anos, sobre os ideais da Revolução Francesa. Discurso em que não descurou a questão da laicidade…
    Esta foto trata-se de um equívoco.

  • Ele também se benzeu na benção a uma escola no Algarve, há uns tempos atrás…

    Lembra-se? Deu na televisão e tudo…
    http://www.laicidade.org/2006/09/15/102/

    O que dizer então desses discursos para os conversos?!?

  • Baltasar wrote:

    Se o aife não se sente bem neste país, vá-se embora e renegue a nossa tradição religiosa e cultural, pode ir até mesmo para a Europa de talvez tanto goste. Acho bem que haja diferenças de tratamento, pois nem todos são iguais.Então a Igreja inserida na sociedade tem de ser relegada para a clandestinidade, só porque um punhado de pedreiros livres se lembraram que são os iluminados deste país? Não gozem com o povo português, pois tem mais com se preocupar!!!

  • Baltasar wrote:

    Se não gostam da rumo cristão que a nossa nação adoptou desde 1143, em que D. Afonso Henriques se proclamou milites Christi, prestando reino de Portugal vassalagem à Santa Sé, azar o vosso! Ou temos aqui “reencarnações” de Afonso Costa? Malta, isso já está ultrapassado e já cheira a mofo!

  • Temos facho!

    Mas lendo o que disse, não consigo reconhecer que grupo do cristianismo pertence, caro «Baltazar». Acho que aquela do «amai o próximo como a ti mesmo» ou «oferecer a outra face» ou até mesmo aquela do «dai a césar o que é de césar» são coisas que não interessam…

    Quanto aos pedreiros livres e afins, eu não pertenço nem pretendo pertençer a maçonarias. À quem diga que algumas são muito parecidas com os meios que o «Baltazar» frequenta…É o grupo, é a tribo, é a nação… Tudo serve como desculpa para podermos estropiar, roubar e abusar do próximo.. Não é?!?

    O Baltazar é um monstro.

    Quando é que se olha ao espelho e termina com essa mentira, farsa e egoísmo que é a sua vida corrente?

    Eu perdoo-o de qualquer maneira. O Baltazar não sabe o que faz e o que diz. :(
    Mas Jesus Cristo vai-o mandar para o inferno, disso pode ter a certeza absoluta…

  • Baltasar wrote:

    Aife, por fascista entendo que quer dizer adepto de Mussolini: não é o meu caso. Esse seu respingar de mandamentos não é aqui chamado para o caso; sou chamado a amar o pr´ximo, mas não a ser parvo ou indulgente com afirmações grosseiras. Não pertenço ao PNR; repugna-me falar na “superioridade moral” de uma determinada raça. Falar de nação é afirmar que temos uma nacionalidade, uma identidade que nos caracteriza, uma herança comum; é isto que entendo por nação, que é um conceito anterior ao de Estado. Não sabe o que é a minha vida corrente, logo não tem legitimidade para dizer que sou um monstro.(Embora todo o laicista tenha necessidade de um papão, como um comunista tem necessidade de um Dr. Oliveira Salazar, como um anticlerical tem necessidade de um padre: eles podem odiar os seus adversarios, mas nao podem viver sem eles, pois já devotaram a sua vida a essa causa) Ah, a propósito, tb sou católico!
    Ou seja, meu pequenino Afonsinho, diz-me, quem te estropiou, roubou e abusou de ti?

  • Baltasar wrote:

    Ñão me perdoe, pois não preciso de paternalismos bacocos da sua parte. Quanto ao inferno, são os homens que muitas vezes se podem condenar a ele…

  • :)

    Pois… Católicos há muitos!!!

    Imagino que o teu jesus seria algo assim:

    http://www.youtube.com/watch?v=pe-er9FqhYA

    (seguindo, claro, as ancestrais tradições de portugal… gênero: um carro de bois, tinto e uma sachola bem afiada)

  • Baltasar wrote:

    Gostei do video, aife e achei-lhe piada. Mas não passa de uma mera piada que termina em si mesma… Sabes dizer algo de mais construtivo?

  • [...] No «Jornal Torrejano», José Ricardo Costa publicou um  lúcido comentário – “O Milagre” – ao gesto beato de José Sócrates na cerimónia de inauguração do Centro Escolar de S. Martinho de Mouros, em Resende. [...]

  • [...] No «Jornal Torrejano», José Ricardo Costa publicou um  lúcido comentário – “O Milagre” – ao gesto beato de José Sócrates na cerimónia de inauguração do Centro Escolar de S. Martinho de Mouros, em Resende. [...]

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