Maio 2007

Europeus… graças a Deus?

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EUROPEUS… GRAÇAS A DEUS ?

Há oito dias, o jornal «O Povo de Guimarães» publicou um artigo de opinião “O Património Religioso Europeu e o Tratado Constitucional” – onde se defende que um futuro texto constitucional Europeu deveria abrir com a invocação “Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso”.

acesso a: artigo de 24/05/07 – doc/R&L (pdf)

Hoje, no mesmo jornal, Luis Mateus (da R&L) vem contrapor àquela uma opinião radicalmente oposta, assim:

Em artigo publicado no «Povo de Guimarães», Narciso Machado veio defender que um futuro texto constitucional europeu deveria abrir com a invocação teológica “Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso”. Essa “fórmula”, em seu devoto entender, “representa(ria) a busca de um fundamento comum a todo o homem e às várias religiões” e, ao permitir “registar os sentimentos religiosos de cada cidadão, e até provavelmente dos auto-denominados agnósticos e ateus”, porque “susceptível de encontrar a unidade e universalidade dos povos e das civilizações”, seria mesmo – afirmação verdadeiramente espantosa! – “susceptível de obter consenso de todos os cidadãos europeus e até de todo o mundo”…!!!

Em oposição aos argumentos avançados naquele artigo, venho aqui defender que qualquer alusão teológica num texto constitucional europeu seria adversa ao exercício pleno da liberdade de consciência de que hoje podemos, legitimamente, desfrutar na Europa e que, nesse quadro amplamente tolerante, só o «laicismo» – o princípio que tem em vista a construção de sociedades livres, abertas e inclusivas, onde cidadãos diferentes (crentes e não crentes) possam conviver sem problema – permite apontar caminhos para a construção de um futuro em que a reconhecida liberdade de crença de cada um não possa constituir perturbação para a desejável paz de todos.

Efectivamente, nas sociedades modernas e urbanas em que hoje aspiramos a viver, em virtude do reconhecimento – social, cultural, político, jurídico – da plena liberdade de consciência dos cidadãos que as integram, os verbos crer e acreditar deixaram de se poder conjugar no imperativo e a Fé, tal como a descrença e a anti-crença religiosa, passou a assumir-se como uma opção íntima individual, ainda que podendo também revestir expressões associativas e públicas.

Para viabilizar o exercício efectivo dessa liberdade cívica fundamental, o Estado deve reclamar-se da «laicidade», ou seja, deve assumir-se em estrita neutralidade – em absoluta incompetência, mesmo – perante tudo o que constitua matéria de religião e/ou de convicção, garantindo assim aos seus membros que, nos aspectos que resultam do livre exame e da livre escolha de cada qual, perante si, todos detêm um estatuto de rigorosa igualdade.

É precisamente para acautelar a efectiva igualdade dos cidadãos perante o Estado e a Lei que, num exercício de racionalidade e objectividade políticas, em postura isenta de influências confessionais, se deve recusar, frontal e liminarmente, que um texto político e jurídico fundamental, como seja o de uma Constituição, contenha referências religiosas não universalmente partilháveis e, por tanto, socialmente fracturantes.

Contudo, aceitável já seria – e mesmo desejável, diria eu – que essa futura Constituição Europeia fosse introduzida com a evocação da aspiração humanista – essa sim, de fácil acolhimento universal – à Liberdade, à Igualdade e à Fraternidade.

acesso a: artigo de 31/05/07 – doc/R&L (pdf)

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Brasil para todos - os crucifixos nos tribunais…

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«BRASIL PARA TODOS» E OS CRUCIFIXOS DOS TRIBUNAIS

“Manter um símbolo único, qualquer que seja, é promover o preconceito e a discriminação contra todos os que não se vêem representados, e impede harmonia social. A única maneira de deixar as repartições públicas neutras em relação à religião é remover os símbolos religiosos, sem exceção”.

Tal é o essencial da argumentação avançada pelo movimento BRASIL para TODOS ao pedir a retirada de símbolos religiosos católicos (crucifixos) de repartições públicas (tribunais, casas legislativas, hospitais e escolas) daquele país.

Para já infelizmente , as espectativas de sucesso desta diligência ainda não aparentam ser muito fortes… 

acesso a: notícia d’«O Globo» | doc/R&L (pdf)

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«25 de Abril» reprimido a… 25 de Abril… (cont.)

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O «25 DE ABRIL» REPRIMIDO A… 25 DE ABRIL!!!

Afinal…, parece que sempre houve alguma «coisa» nos acontecimentos ocorridos na Rua do Carmo, a 25 de Abril passado… e, assim sendo, da IGAI (Inspecção-Geral da Administração Interna) o «caso» deve seguir agora para uma fase de inquérito mais alargado e aprofundado…

acesso a:

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Conversas com História (1)

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CONVERSAS COM HISTÓRIA

Na FNAC-CHIADO, amanhã, dia 30 de Maio, às 18h30, Alice Samara vai falar de Afonso Costa, um dos precursores e fundadores da Primeira República Portuguesa (1910) e o principal mentor da Lei da Separação entre o Estado e as Igrejas.

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Portugal em retrato de família [CM-18/05/07]

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PORTUGAL: RETRATO DE FAMLIA 

A propósito da proposta de Lei avançada pelo Bloco de Esquerda, o jornal «Correio da Manhã» publica um interessante artigo em que apresenta um muito significativo «retrato de família» português.

Decisivamente, a tradição já não é o que era!

acesso a: notícia original | doc/R&L (pdf)

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R&L/imprensa - R&L no jornal «Público» [16/05/07]

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PROTESTO CONTRA «SANTUÁRIO» NA ESTEFÂNIA

Em artigo hoje publicado no jornal «Público», o capelão (católico) do hospital de D. Estefânia vem confirmar que o Patriarcado e o Santuário de Fátima têm opiniões sobre o futuro do hospital (que, segundo aquele padre, deverá ser brevemente desactivado): “Temos ideias de construir algo em memória de Jacinta Marto, mas não podemos avançar porque o edifício não é da Igreja.” E pergunta: “Por que não juntar neste espaço, quando o hospital for desactivado, as várias instituições de apoio à criança? E por que não manter nele um espaço ligado à espiritualidade?”

acesso a artigo integral doc/R&L (pdf)

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R&L - Hospital de D.Estefânia (Lisboa) transformado em santuário? (2)

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HOSPITAL DE D.ESTEFÂNIA – FOTOS

Aspecto de um dos corredores do Hospital de D.Estefânia que, no entender do seu capelão (católico), deveria ser transformado em santuário a expensas da República, pois claro!:

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R&L - Hospital de D.Estefânia (Lisboa) transformado em santuário?

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HOSPITAL DE D.ESTEFÂNIA TRANSFORMADO EM SANTUÁRIO?

Nesta data, a associação cívica República e Laicidade endereçou a seguinte carta ao Ministro da Saúde:

Excelentíssimo Senhor

Ministro da Saúde da República Portuguesa,

Sr. Professor António Correia da Campos

Av. João Crisóstomo, 9, 6º -1049-062 Lisboa

gms@ms.gov.pt

11-05-2007

A Associação Cívica República e Laicidade tem conhecimento de que o Hospital de Dona Estefânia, em Lisboa, se encontra profusamente decorado com fotografias e imagens religiosas que ocupam o espaço das paredes de dois corredores no rés-do-chão e no primeiro piso do seu edifício principal.

Soubemos agora, através de um artigo do Correio da Manhã («Vestígios de Jacinta apagados», 6/5/2007), que o capelão do referido hospital (o padre católico Carlos Azevedo) assume abertamente que «a Igreja tem a intenção de transformar o hospital num espaço sagrado (…) um santuário com área museológica» e que, para tal concretizar, «há projecto e inspiração, falta juntar a vontade dos governantes».

Perante estes factos, a Associação Cívica República e Laicidade vem recordar ao senhor Ministro da Saúde que a República portuguesa está constitucionalmente separada das igrejas e outras comunidades religiosas (artigo 41º da Constituição da República Portuguesa) e que, segundo a Lei nº16/2001 de 16 de Junho (Lei da Liberdade Religiosa), «o Estado não adopta qualquer religião» (artigo 4º) e «ninguém pode ser obrigado (…) a receber (…) propaganda em matéria religiosa» (artigo 9º).

O projecto publicamente assumido pelo capelão do hospital é, por esses motivos, totalmente inadmissível, por ilegal e inconstitucional: nenhum edifício estatal pode ser apropriado por um grupo religioso para ser transformado em «santuário».

Desse modo, vimos aqui solicitar ao Senhor Ministro da Saúde que se oponha frontalmente à ofensiva clerical em curso no Hospital D. Estefânia e que aí reponha a legalidade, concretamente ordenando a retirada de todas as imagens religiosas dos locais por onde os utentes habitualmente circulam.

Com os nossos melhores cumprimentos,

A bem da República,

Ricardo Alves (Secretário da Direcção)

acesso a: doc/R&L (pdf)

acesso a: notícia CORREIO DA MANHÃ | doc/R&L (pdf)

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Laicidade turca manifestada na rua (em Esmirna) uma vez mais

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MAIS 1 MILHÃO DE PESSOAS NA RUA PELA LAICIDADE 

Na Turquia, teve lugar mais uma imensa manifestação (um milhão de pessoas) a favor da laicidade, desta vez na cidade de Esmirna.

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R&L/Imprensa - R&L no «Sol» [08/05/2007]

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Associação cívica acusa comissão da Liberdade Religiosa

A associação cívica República e Laicidade enviou hoje uma carta ao ministro da Justiça, Alberto Costa, manifestando indignação pelas palavras do presidente da Comissão de Liberdade Religiosa, Menéres Pimentel, aquando de um encontro entre esta entidade e o ministro.

O presidente cessante da Comissão da Liberdade Religiosa defendeu que, no próximo mandato, deve levar-se «as religiões às universidades e apostar nas camadas jovens» para fazer face ao «afastamento da camada jovem da prática religiosa».

acesso a: notícia original | doc/R&L (pdf)

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