RTP/RDP tomou partido no referendo

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A RTP/RDP QUER QUE HAJA MUITOS VOTOS «NÃO» NO REFERENDO DA IVG…

A empresa pública de rádiotelevisão e rádiodifusão RTP/RDP empresa onde se integra a RDP/Antena-1 , invocando a necessidade de manter «isenção» perante o referendo sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, impediu (leia-se: censurou), ontem, a emissão do programa «O AMOR É…», de Júlio Machado Vaz e Ana Mesquita, onde aqueles autores defendiam a sua opção pelo voto «sim».

Visivelmente, a empresa pública RTP/RDP tem muita dificuldade em perceber o que possa ser a «isenção»: na verdade, nos seus diversos emissores e canais, durante o período de campanha e claramente fora dos tempos de antena especialmente destinados a apresentar as posições em confronto na consulta popular sobre a despenalização da IVG, a RTP/RDP difundiu diariamente programas confessionais, designadamente católicos e evangélicos, onde o apelo ao voto «não» foi descaradamente proclamado; emitiu programas de autor em que idêntico apelo ao voto «não» foi claramente assumido o programa de Marcelo Rebelo de Sousa terá sido porventura o mais visível e…, depois…, fez valer a necessidade de «isenção» na edição de um programa em que o apelo ao voto «sim» era, de modo idêntico, defendido.

São os impostos de nós todos que sustentam estas práticas de uma empresa pública que deveria prestar serviço público – é bom não esquecer…!!!

acesso a: notícia original / arquivo/R&L (pdf)