Janeiro 2007

31 de Janeiro: 115 anos da proclamação da República no Porto

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115 anos decorridos sobre a revolução republicana de 31 de Janeiro de 1891, aqui fica uma imagem (gravura publicada na revista Illustração) onde se documenta a proclamação do novo regime feita a partir da varanda da Câmara Municipal do Porto, bem como o modo como então se saudou e festejou aquela vitória da liberdade ainda que efémera, como dolorosamente se viu logo depois…! , com chapéus e bengalas ao alto…

Mas, a 31 de Janeiro de 1908 há que recordá-lo aqui também , em plena ditadura de João Franco, depois de esmagada a reacção revolucionário republicana de 28 de Janeiro, o rei Carlos I assinou um decreto que conferia ao ditador poderes de excepção, permitindo-lhe perseguir, prender e deportar, sumariamente (ie: sem processo judicial), qualquer pessoa suspeita de republicanismo activo ou de mera insubmissão ao regime e ao governo, decreto esse que terá motivado o atentado regicída levado a cabo no dia seguinte…

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Breve evocação republicana de A. H. de Oliveira Marques

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A. H. de OLIVEIRA MARQUES — EVOCAÇÃO BREVE

Republicanos (e laicistas) militantes que somos, é com grande tristeza que aqui vimos hoje participar a perda do grande republicano e historiador português A. H. (António Henrique Rodrigo) de Oliveira Marques.

Aqui fica uma nossa singela homenagem e o nosso testemunho de gratidão por tudo o que dele recebemos, por tudo o que dele vamos certamente continuar a receber através da sua obra.

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acesso a: biografia de A. H. de Oliveira Marques (Wikipedia)

acesso a: página pessoal de A. A. de Oliveira Marques

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R&L - Solidariedade com o semanário نيشان «Nichane» (Marrocos)

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SOLIDARIEDADE COM «NICHANE» نيشان

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Distraídos com a portuguesa (e não só) «campanha-anti-campanha-anti-natal» quase não nos demos conta do processo levantado, a 20/21 de Dezembro passado, contra a revista marroquina «Nichane» (نيشان publicação em língua árabe), no seguimento da publicação de um número seu especialmente dedicado ao humor marroquino e onde, num extenso artigo — “Como se riem os marroquinos da religião, do sexo e da política” — se analisavam algumas das anedotas em circulação no país.

acesso a: documentos da redacção da revista / arquivo/R&L (pdf) (com tradução para português)

Acaba agora de ser publicada a sentença do tribunal de primeira instância que julgou o caso: a revista «Nichane» foi suspensa por dois meses e os dois jornalistas mais directamente envolvidos na feitura daquele artigo, o director do semanário, Dris Ksikes, e uma sua colaboradora, Sanaa al Aji, inicialmente acusados de «ofensa à religião islâmica e ao seu profeta» — o que poderia ter levado à aplicação das mais graves penas previstas na lei marroquina — acabaram «simplesmente» condenados, cada um, a três anos de cadeia (com pena suspensa) e ao pagamento de uma  multa de 7.500 euros.

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acesso a notícias sobre a decisão do tribunal:

acesso a documentação de apoio à revista e aos jornalistas:

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R&L no Vidas Alternativas Edição nº60

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Tal como ficou dito na ultima emissão, acabamos esta semana a parte que faltava da Conversa Alternativa que levamos a cabo na Galeria Zé dos Bois, em Dezembro passado.

Entrando já nas rúbricas desta semana, o Ricardo Alves da Associação “República e Laicidade” nesta sua 1ª intervenção connosco, vai explicar como surgiu uma polémica no jornal “Público”, sobre questões que se prendem com a contestação a comemorações públicas e religiosas na época do Natal, em vários países, em que a associação R&L foi incorrectamente envolvida.(António Serzedelo)

Vidas Alternativas 60 - 22 de Janeiro de 2007

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BRASIL para TODOS

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No Brasil, está a nascer uma organização de organizações que, tal como a R&L, quer ver retirados os símbolos religiosos dos edifícios públicos.

Trata-se da ONG:

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Deixamos aqui transcrito o seu manifesto fundador:

BRASIL PARA TODOS é uma iniciativa de democratização dos espaços e dos serviços públicos brasileiros. Nosso objetivo é colaborar com o cumprimento da Constituição, promovendo alguns princípios básicos da república.

Segundo o preâmbulo da Lei Maior brasileira, entre os preceitos que o estado democrático deve assegurar estão a igualdade e a justiça, “como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social“.

Para construir essa sociedade é preciso superar obstáculos que não se vencem rapidamente nem por mera força de vontade. E enquanto nos esforçamos por esse futuro melhor, não devemos deixar para trás as ações que podem contribuir hoje mesmo com os ideais que norteiam esse futuro. Nossa sociedade ainda é muito desigual e muito injusta, mas todo cidadão preocupado com aqueles ideais pode fazê-la um pouco menos desigual.

Sabemos que grande parte das repartições públicas brasileiras reserva um local de destaque para símbolos religiosos que não têm como traduzir e respeitar as diferentes posições de todos os brasileiros. Há quem ache que esse é um problema pequeno, ou que sequer é um problema, mas isso não é verdade. Igualdade tem que ser pra valer. Repartições públicas devem poder empregar e atender brasileiros de todos os credos, e nas mesmas condições. O Brasil é para Todos. Mas o símbolo religioso diz o contrário.

Independentemente do símbolo que esteja presente na repartição, milhões de cidadãos não serão representados por ele. Assim, estarão excluídos do seu particular exercício religioso (ou arreligioso) no que diz respeito àquela repartição.

Se existe símbolo da religião de uns, mas não da religião de outros, nem da ausência de religião, então não há igualdade. Uma sociedade fraterna deve reconhecer que os indivíduos têm os mesmos direitos independentemente de serem minoria ou maioria. Uma sociedade de um único símbolo religioso não é pluralista pois não reconhece nem respeita as diferenças entre seus cidadãos.

Manter um símbolo único, qualquer que seja, é promover o preconceito e a discriminação contra todos os que não se vêem representados, e impede harmonia social. Alguns cidadãos cujos direitos foram tolhidos podem até alegar que não se importam com isso, mas ignorar a desigualdade não é a maneira certa de erradicá-la. Precisamos identificá-la e combatê-la onde quer que apareça. Promover esses bons princípios é uma questão básica de cidadania. Pedir igualdade não é ofensa. Ofensa é dizer que a igualdade não importa.

Além de atentar contra a justiça, a presença dos símbolos religiosos em repartições públicas viola um dos princípios básicos das democracias modernas, que é o da separação entre Igreja e Estado. A Constituição estabelece que “É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.” [da Constituição]. Desprezar esse pilar do estado democrático não preserva a liberdade religiosa, mas a viola.

Não há dúvida de que existem muitas outras causas dignas de nossa atenção, mas a remoção de símbolos religiosos de repartições públicas não gera custo nenhum ao poder público. E indiferença, medo má-fé ou costume são péssimos motivos para ignorar a lei.

A única maneira de deixar as repartições públicas neutras em relação à religião é remover os símbolos religiosos, sem exceção. E para fazer a sua parte, cada cidadão pode enviar uma ou mais representações ao Ministério Público (veja modelo aqui) informando-o dos símbolos religiosos do seu conhecimento e pedindo providências. Fazer isso não atrasa a busca de uma sociedade melhor, mas fomenta o espírito de justiça e equidade tão necessário a essa sociedade.

Só assim podemos promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação, para assegurar que todos sejam iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, e impedir que o Estado crie distinções entre brasileiros ou preferências entre si, como exige nossa Lei Maior.

acesso ao sítio Internet BRASILparaTODOS

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R&L no Vidas Alternativas Edição nº59

Arquivado em: Podcasts, VidasAlternativas.


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O programa desta semana trata de um encontro-conversa que houve em Dezembro e em directo da Galeria Zé dos Bois, sob o lema da GUERRA. Chamámos-lhes ‘Conversas Alternativas’.
Todas as associaçoes cívicas que fazem parte do VA intervieram nessa discussao, a saber: Associação Mulheres contra a Violência, Movimento Liberal Social, República e Laicidade, ACED, Opus Gay e Madalena Braz Teixeira, directora do Museu do Traje, a propósito do seu texto, ‘Maria Vamos Privatizar a Guerra’, e José Antunes, psicólogo clínico. Cada um lança um olhar diferente, e acusador, sobre este tema tão abrangente que faz parte do nosso quotidiano.
Como a sessão na Galeria Zé dos Bois demorou mais de uma hora, o programa fica incompleto, seguindo-se a parte restante, na proxima semana. A separar o primeiro bloco, aos trinta minutos, incluimos um música bem estranha, Sterry Night, da autoria de um jovem compositor libanês, e que foi escrita durante os bombardeamentos de Beirute pelos israelitas.(António Serzedelo)

Vidas Alternativas 59 - 15 de Janeiro de 2006

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R&L - Sugestões gráficas para titular um «Jornal de Referência»

Arquivado em: Humor.

ANO NOVO, CABEÇALHO NOVO

Depois da «campanha-anti-campanha-anti-natal» de que foi, entre nós, o principal mentor, há um jornal português que, em nosso entender, bem poderia alterar o seu cabeçalho, assim:

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ou assim:


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R&L/Imprensa - R&L responsável pela ausência do Papa em Fátima?

Arquivado em: Imprensa/Notícias.

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Segundo o semanário «Semanário», o Papa recusa-se a vir a Portugal para não dar ao primeiro-ministro a possibilidade de se aproveitar politicamente da visita, depois de ter humilhado a Igreja Católica com a questão do protocolo de Estado, de ter mandado retirar os crucifixos das Escolas e de ter mandado fazer um referendo sobre um aborto.

acesso a: notícia original / arquivo/R&L (pdf)

Se é verdade que a questão do referendo à despenalização da IVG nada ficou a dever à associação cívica República e Laicidade; verdade também é que, quer a questão do «protocolo de Estado», quer a dos «crucifixos nas escolas públicas» resultaram directamente de iniciativas tomadas pela R&L…

acesso a:

E agora? Que fazer? Deve a associação R&L pedir perdão aos portugueses?

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Laicidade e Democracia [do DA]

Arquivado em: Apontamentos, Geral.

Transcreve-se aqui a reflexão oportuna que Carlos Esperança publicou no «Diário Ateísta».

LAICIDADE e DEMOCRACIA

A laicidade do Estado é condição indispensável à existência da democracia. Sem total respeito por todas as crenças, não-crenças e anti-crenças, numa absoluta neutralidade confessional, é impossível assegurar a paz religiosa e neutralizar os ímpetos prosélitos dos crentes mais exaltados.

As teocracias islâmicas, no desespero do ocaso de uma civilização falhada, perturbam a estabilidade mundial e são um perigo para a paz que alguns líderes ocidentais agravam.

O fascismo islâmico, longe de constituir a vacina que se impunha quanto à separação sanitária entre o Estado e a Igreja, deu origem a um estranho mimetismo que conduziu à infiltração de regimes ocidentais por um agressivo clericalismo de contornos nebulosos.

O boato e as campanhas pagas, ou ingénuas, servidas por uma multidão de beatos, têm criado as condições propícias para o avanço do clericalismo. O exemplo mais boçal foi a invenção de que a comemoração do Natal estava em perigo quando o único risco é o da sua obrigatoriedade.

Poucos sabem que a imaginária guerra ao Natal foi inventada nos EUA, há pouco mais de um ano, pelos comentadores da cadeia extremista FOX, que distorceram a realidade e inventaram pretensas ofensas dos «humanistas» aos rectos cristãos americanos. O que, então, fracassou nos EUA teve êxito, um ano depois, na Europa.

A cruzada para introduzir referências confessionais na Constituição Europeia foi um treino para novas ofensivas que culminaram na contestação da Conferência Episcopal Espanhola à legislação sobre família e ensino do Governo Zapatero, à exigência clerical de várias confissões para o assalto ao ensino privado e, recentemente, na mobilização das hostes católicas, em Portugal, na luta contra a descriminalização da IVG.

Não há anticlericalismo sem clericalismo, nem liberdade sem laicidade. A teocracia é a mais grotesca negação da democracia. Os europeus parecem ter esquecido as guerras da Reforma e da Contra-Reforma e nada terem aprendido com a desintegração recente da Jugoslávia.

Carlos Esperança

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Debate Forum do País na RTPN de 2006-12-27

Arquivado em: Actividade R&L, R&L/TV.


Segmento 1/6

Poderá vizualizar o debate, dividido em 6 segmentos de aproximadamente 10 minutos na nossa página no youtube, ou em alternativa activar os segmentos abaixo colocados. A R&L também criou um grupo de utilizadores no youtube onde poderá indexar os seus videos (sujeito a inscrição no youtube) relacionados com a temática Liberdade, Républica e Laicidade. Se quiser documentar o debate e os seus intervenientes, poderá wikibuir este debate no nosso wiki.

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