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O PROTESTO REPÚBLICA E LAICIDADE CONTRA BENÇÃO DE ESCOLA NO ALGARVE A associação cívica República e Laicidade classificou como uma violação do princípio da não confessionalidade nas cerimónias oficiais do Estado a bênção católica de uma escola pública no Algarve, na terça-feira, em que participaram membros do Governo. Em causa está o facto de esse acto oficial – presidido pelo primeiro-ministro e em que participou a ministra da Educação – ter envolvido a bênção católica das instalações, segundo um comunicado da associação. “Este facto é tanto mais grave quanto é recente a criação de legislação que esclarece os termos, assumidamente não confessionais, por que se deve reger o Protocolo de Estado”, diz a associação. A República e Laicidade defende, entre outros pontos, uma “clara separação entre o Estado português e a Igreja Católica ou qualquer outra organização de cariz religioso, ideológico ou filosófico” e “opõe-se a qualquer prática de rituais religiosos” nas escolas públicas. Foi esta associação que, em 2005, se insurgiu contra a presença de crucifixos nas escolas. [jornal «Público», 16/09/06, p.18]
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{ 2006 09 16 }



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